Segundo turno ocorre neste domingo, 20 de junho, entre Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella. Os candidatos têm propostas opostas para segurança e economia colombiana.
A Colômbia está a poucos dias de eleger seu próximo presidente, com o segundo turno marcado para este domingo, 20 de junho de 2026. Os candidatos, o progressista Iván Cepeda e o conservador Abelardo de la Espriella, apresentam visões distintas para enfrentar os desafios financeiros, sociais e de segurança que o país enfrenta.
O senador Iván Cepeda, que promete continuar a agenda do governo atual de Gustavo Petro, destaca que a oposição tem dificultado a implementação de seus projetos. Ele enfatiza a importância de buscar soluções pacíficas para o conflito armado interno, reafirmando seu compromisso com o respeito à população civil durante qualquer diálogo. Cepeda, que é visto como um continuador das políticas progressistas, acredita que a negociação é essencial para a construção de um futuro mais pacífico para a Colômbia.
“Não permitirei que os diálogos sejam utilizados por grupos ilegais para fortalecer seu poder militar”, afirmou Cepeda.
Por outro lado, Abelardo de la Espriella, que se apresenta como uma alternativa radical ao governo atual, planeja implementar uma abordagem de linha dura contra o narcotráfico e grupos armados. Ele propõe o fim imediato dos diálogos de paz e um aumento significativo na capacidade militar para enfrentar esses desafios. De la Espriella é apoiado por figuras influentes, incluindo Donald Trump, e promete construir “megaprisões” para enfrentar o crime organizado.
“Qualquer barco que sair carregado de drogas, darei a ordem para afundá-lo com as pessoas a bordo”, declarou De la Espriella.
Na questão do narcotráfico, Cepeda argumenta que a “guerra às drogas fracassou” e sugere uma regulamentação para a cannabis, papoula e folhas de coca como forma de superar as abordagens tradicionais. Em contraste, De la Espriella defende a fumigação das plantações de coca e a adoção de políticas mais agressivas no combate ao tráfico de drogas.
Em termos econômicos, ambos os candidatos reconhecem os desafios fiscais que o novo governo enfrentará. Cepeda pretende implementar programas sociais para reduzir as desigualdades, criticando o modelo neoliberal vigente. Já De la Espriella busca um ajuste fiscal que promete reduzir o tamanho do Estado e estimular o crescimento econômico com medidas que favoreçam as empresas.
No que diz respeito às relações internacionais, Cepeda deseja manter uma postura de cooperação com os Estados Unidos, enquanto defende a soberania da Colômbia e busca estreitar laços com a África e a Ásia. De la Espriella, por sua vez, está mais alinhado com a visão americana, especialmente em relação à Venezuela, onde deseja que o governo dos EUA atue como mediador.
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