O dólar ganhou força na manhã desta segunda-feira, impulsionado pela alta dos preços de energia e pela queda dos mercados acionários após os eventos do fim de semana, segundo o Goldman Sachs.
De acordo com o banco, o movimento cambial foi menos influenciado pelo apetite ao risco e mais por mudanças nos termos de troca entre países. Nesse contexto, moedas de exportadores de commodities, como a coroa norueguesa e o dólar canadense, tiveram melhor desempenho, enquanto o euro e o iene japonês ficaram para trás entre as divisas do G10. Entre os emergentes, o rand sul-africano e a rupia indiana também apresentaram força relativa.
O destaque ficou com o florim húngaro, especialmente entre países importadores de energia, após as eleições realizadas no fim de semana. A vitória da oposição, com o partido Tisza próximo de garantir uma supermaioria no parlamento, abre caminho para a aprovação de medidas alinhadas à União Europeia, incluindo avanços que podem destravar recursos do bloco e até pavimentar a adoção do euro.
Segundo o Goldman Sachs, esse cenário mais previsível para a política econômica tende a sustentar a valorização do florim, com redução do prêmio de risco e melhora nas perspectivas de crescimento e do balanço externo.
Ainda assim, os altos preços de energia seguem como um ponto de atenção para a Hungria. O país depende fortemente da importação de petróleo e gás, o que pressiona sua balança comercial energética. O banco estima que, com o Brent em torno de US$ 103 por barril e o gás natural europeu a cerca de €48 por megawatt-hora, o saldo energético líquido pode recuar cerca de 1,3 ponto percentual em relação a 2025.
Por outro lado, esse impacto tende a ser compensado pela entrada de recursos da União Europeia. Os fundos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência incluem subsídios equivalentes a cerca de 3% do PIB e empréstimos de 1,8%, além de repasses do orçamento europeu 2021–2027 que podem chegar a aproximadamente 2,5% do PIB ao ano, caso sejam liberados de forma regular.
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