O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre, alta de 13,2% na comparação anual e em linha com as expectativas do mercado. O resultado marcou o melhor nível de rentabilidade do banco desde 2015.
No período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado consolidado alcançou 24,4%, acima dos 22,1% registrados um ano antes. Nas operações no Brasil, o ROE chegou a 26%. A última vez que o indicador superou esse patamar foi no segundo trimestre de 2015.
A carteira de crédito total somou R$ 1,49 trilhão no fim do trimestre, com crescimento de 6,3% frente ao trimestre anterior. Houve expansão de 3,9% no crédito a pessoas físicas, 8,8% em pessoas jurídicas e 4,1% em grandes empresas. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9%.
A margem financeira atingiu R$ 31,5 bilhões, avanço de 8,6% na margem com clientes, que somou R$ 30,9 bilhões, enquanto a margem com o mercado recuou 34%. A receita com prestação de serviços cresceu 7,4%, para R$ 12,6 bilhões, e o resultado de seguros avançou 15,3%, alcançando R$ 3,5 bilhões.
Para 2026, o Itaú projeta crescimento de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito e custo de crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. O banco também estima avanço de 5% a 9% na margem financeira com clientes e na receita de serviços e seguros.
Segundo o diretor de Estratégia Corporativa e RI, Renato Lulia, o banco entra em 2026 bem posicionado para enfrentar um cenário mais volátil, com níveis de inadimplência controlados e uma carteira mais resiliente.
O Itaú anunciou ainda um programa de recompra de até 200 milhões de ações preferenciais. Ao fim de 2025, o índice de Basileia consolidado ficou em 15,2%, enquanto o índice de eficiência atingiu 38,9%.
Analistas do Citi reiteraram recomendação de compra para as ações do banco e estimaram lucro líquido próximo de R$ 50,6 bilhões em 2026, crescimento de cerca de 8%.
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