No dia 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado dos EUA tomou uma decisão importante, classificando o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas estrangeiras. Essa medida teve um impacto significativo nas dinâmicas do crime organizado no Brasil e interrompeu um diálogo que se arrastava por décadas.
A declaração de um líder do PCC, capturada em uma interceptação pela Polícia Federal em 2019, revelava a relação entre a esquerda política e o crime organizado. A frase, “O PT tinha um diálogo com nóis cabuloso, mano”, destaca a conexão que, por muito tempo, foi ignorada ou minimizada. A ação dos EUA representa uma mudança de paradigma, colocando o Brasil em uma nova posição na luta contra o narcotráfico e o crime transnacional.
Flávio Bolsonaro, com apoio do irmão Eduardo e do jornalista Paulo Figueiredo, foi um dos principais articuladores dessa classificação. Durante meses, ele trabalhou para que o governo dos Estados Unidos reconhecesse o caráter narcoterrorista dessas organizações, que já operam em diversos continentes, incluindo Europa, África e Américas.
A inclusão do Brasil no Escudo das Américas, uma coalizão internacional criada para combater o narcotráfico, pode proporcionar novos recursos e suporte para o país, permitindo um compartilhamento de inteligência e a coordenação de ações contra o crime organizado. Essa mudança pode transformar o Brasil de um mero observador em um parceiro estratégico na luta contra o narcotráfico.
A reação do campo progressista foi previsível. A histeria demonstrou o temor de que interesses que antes eram protegidos estivessem em risco. Enquanto Flávio Bolsonaro pedia a classificação, o governo anterior tentava impedir essa rotulação, o que levanta questões sobre a relação entre política e crime.
A classificação dos grupos como terroristas não é apenas uma mudança técnica, mas um diagnóstico político. O Brasil, que já enfrentava problemas de corrupção, agora é visto como um ponto ativo no crime transnacional, onde o capital ilícito circula livremente. O Judiciário e a política externa, que antes protegiam esses grupos, agora enfrentam pressão internacional.
Os eventos recentes, como a prisão de Gerson Palermo, líder do PCC, e a captura de outros membros de organizações criminosas, indicam que essa pressão já está dando resultados. A decisão dos EUA é um passo em direção a uma nova era na luta contra o crime organizado no Brasil, e a resposta do governo é um reflexo das mudanças em curso. O tempo dirá qual será o impacto real dessa decisão na sociedade brasileira.

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