Call of Duty: Black Ops 7 chegou recentemente a consoles e PC após ser apresentado no Xbox Games Showcase, mas o lançamento foi seguido por uma onda de críticas ao uso de Inteligência Artificial generativa na produção de elementos do jogo. A questão ganhou repercussão política quando o deputado Ro Khanna, democrata pelo 17º Distrito da Califórnia, defendeu a criação de normas que mantenham artistas humanos no controle da tecnologia.
Em mensagem publicada nas redes sociais como resposta a um analista de políticas de tecnologia, Khanna afirmou que “os trabalhadores devem compartilhar os ganhos de produtividade e participar das decisões sobre a adoção” de IA. O parlamentar também sugeriu que artistas recebam parte dos lucros e que eventuais demissões em massa impliquem tributação adicional. É a primeira vez que um representante no Congresso dos Estados Unidos direciona críticas públicas à franquia Call of Duty por causa do uso de IA generativa.
Reincidência na série
O debate não é novo para os fãs da série. No ano passado, Black Ops 6 foi acusado de empregar imagens geradas por IA — entre elas, um Papai Noel zumbi com número de dedos fora do normal — sem qualquer aviso oficial. A confirmação só veio quatro meses depois do lançamento, contrariando a exigência de transparência imposta pela plataforma Steam.
Em Black Ops 7, jogadores relataram novamente a presença de modelos e ilustrações criados por IA, mas desta vez o aviso sobre a tecnologia já aparece na página do jogo. Em nota enviada a veículos como o IGN, a Activision declarou que a IA é “apenas uma das muitas ferramentas” disponíveis às equipes e que “o processo criativo continua liderado pelos talentos humanos dos estúdios”.
As críticas surgem menos de 48 horas depois da chegada do título às lojas. Desenvolvido pela Treyarch em parceria com a Raven Software e movimentado pela IW Engine, Black Ops 7 mantém classificação indicativa M (17+) da ESRB por violência intensa, linguagem forte e temas sugestivos.
Imagem: Internet
A discussão sobre o equilíbrio entre automação e participação humana no desenvolvimento de jogos eletrônicos deve continuar, já que a adoção de IA pela indústria tem se tornado cada vez mais explícita.
Com informações de TheGamer
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