Na última terça-feira, 29 de maio de 2026, uma varredura de segurança revelou a presença de escutas no gabinete do governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, localizado no Palácio Guanabara. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi responsável pela inspeção e encontrou os dispositivos durante uma rotina de verificação.
Segundo informações do governo estadual, os equipamentos encontrados parecem ser antigos e, aparentemente, não estão funcionando. Em decorrência da descoberta, o GSI iniciou uma investigação com o objetivo de identificar a origem das escutas e entender como elas foram parar na sede do governo estadual.
“É fundamental esclarecer essa situação e garantir a segurança das comunicações no nosso governo”, afirmou um porta-voz do GSI.
Ricardo Couto, que é desembargador, assumiu o cargo interinamente após a renúncia de Cláudio Castro, que ocorreu no final de março de 2026. Couto foi escolhido para o cargo por ser o presidente do Tribunal de Justiça, seguindo a linha sucessória estabelecida.
Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro não possui um vice-governador. Além disso, uma decisão do Supremo Tribunal Federal resultou no afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o que adiciona complexidade à situação política da região.
Desde que assumiu o governo, Couto tem despachado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, deslocando-se ao Palácio Guanabara apenas para reuniões institucionais. A descoberta das escutas levanta questões sobre a segurança e a privacidade das comunicações no âmbito governamental, um tema que se torna cada vez mais relevante em tempos de vigilância e preocupação com a privacidade.


