O cineasta francês Christophe Gans afirmou que recebeu ameaças de morte de fãs durante a produção de “Silent Hill”, longa-metragem lançado em 2006. Em entrevista à Variety, o diretor contou que parte do público o alertava: “Se você estragar isso, nós vamos encontrá-lo”.
Pressão para adaptar um clássico
Gans relatou que insistiu por anos junto à Konami para obter os direitos de filmagem do jogo. Segundo ele, a responsabilidade cresceu diante da popularidade do título e da recepção, na época, desfavorável a outras adaptações de games.
Quando chegou aos cinemas, o filme registrou apenas 34% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi criticado pelo “tempo de duração excessivo” e pelo “diálogo sem sentido”. Nos últimos anos, porém, a produção ganhou nova avaliação de parte da crítica e do público, sendo citada como uma das melhores adaptações de videogame.
Repercussão ao longo do tempo
O diretor disse ter percebido a mudança de percepção durante a turnê de imprensa de seu trabalho mais recente, “Return to Silent Hill”. “Os jornalistas começavam as entrevistas dizendo: ‘Assisti ao filme quando tinha 13 ou 14 anos e adorei’”, comentou.
Novo capítulo da franquia
“Return to Silent Hill”, terceiro filme da série, chega aos cinemas em 23 de janeiro de 2026, com 106 minutos de duração. O elenco traz Jeremy Irvine como James Sunderland, Hannah Emily Anderson como Mary Sunderland/Maria, Evie Templeton como Laura e Pearse Egan como Eddie Dombrowski. O roteiro é assinado por Sandra Vo-Anh, William Josef Schneider e pelo próprio Gans.
Imagem: Internet
A produção, entretanto, recebeu avaliações preliminares baixas: 15% de aprovação da crítica e 30% do público no Rotten Tomatoes, índice que a coloca, até o momento, como o segundo pior desempenho dentro da trilogia.
Apesar disso, Gans declarou que continuaria envolvido com a franquia. “Gosto desse universo. Se aparecer outra oportunidade, dirigiria mais um filme”, afirmou.
Com informações de TheGamer
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