Sonar, um dos personagens mais marcantes de Dispatch, só ganhou destaque depois que a equipe de desenvolvimento se apaixonou por seu conceito visual. De acordo com o diretor de arte Derek Stratton, o herói de cabeça de morcego “nunca deveria fazer parte do jogo”.
Personagem surgiria em cena única
Nos planos iniciais, Sonar apareceria apenas como uma piada rápida na sede da SDN. A cena mostraria Invisigal e Robert discutindo na cozinha enquanto, ao fundo, um “Bat-Man” os atrapalharia com gritos estridentes. “Tenho quase certeza de que ele era só para esse momento”, contou Stratton em entrevista à IGN.
Conceito mudou após primeiros esboços
A virada ocorreu quando a equipe analisou artes conceituais com figuras genéricas de fundo. “Todo mundo apontava para ele: ‘Quem é esse cara? Ele é incrível. Quero vê-lo mais’”, disse o diretor. O design – um humano comum com cabeça gigante de morcego – conquistou o estúdio, levando Sonar a ganhar linhas de diálogo, personalidade própria e espaço na trama.
De figurante a peça-chave no final
Graças ao interesse da equipe, Sonar evoluiu para o “crypto bro” arrogante que pode trair a Z-Team no desfecho do jogo e se juntar ao vilão Shroud na invasão a Los Angeles. A voz é de Charles “MoistCr1TiKaL” White, entusiasta declarado do trabalho da AdHoc. Sobre o visual monstruoso usado em suas ações mais impetuosas, Stratton explicou: “A instrução era só: ‘Façam o morcego mais legal possível’”.
Futuro incerto para novas temporadas
No momento, a AdHoc encerrou os trabalhos em Dispatch e desenvolve um título ambientado no universo Exandria, de Critical Role. Ainda assim, o público — e o próprio elenco — torce por continuidade. Aaron Paul, que interpreta Robert Robertson, afirmou a MoistCr1TiKaL: “Espero que façamos várias temporadas”. O cofundador do estúdio, Pierre Shorette, comentou que a equipe “terá de, no mínimo, considerar” um segundo ano.
Imagem: Internet
Sobre o jogo
Lançado em 22 de outubro de 2025, Dispatch mistura estratégia, point-and-click e aventura. Classificado como Mature 17+ pela ESRB, traz humor ácido, violência intensa, nudez, linguagem forte e uso de drogas e álcool. No OpenCritic, possui média de 88/100, com 94% de recomendação dos críticos.
Com informações de TheGamer
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






