O Bitcoin recuou nesta segunda-feira (29) para o menor nível em dois meses, negociado abaixo de US$ 108 mil, em meio a fortes vendas de carteiras “baleias”, saídas de ETFs e cautela do mercado antes de dados econômicos dos EUA.
Às 6h42 (horário de Brasília), a criptomoeda caía 0,8%, cotada a US$ 107.994,6, após ter atingido US$ 107.274,6 mais cedo, o menor valor desde o início de julho.
Segundo reportagens, uma baleia inativa movimentou grandes volumes de Bitcoin para conversão em Ether, repetindo operações recentes e reforçando sinais de realização de lucros por grandes investidores.
Enquanto isso, os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA seguem registrando saídas, em contraste com as fortes entradas nos fundos de Ethereum em agosto — evidência de mudança no apetite dos investidores.
A fraqueza do BTC também é influenciada pelo chamado “Setembro Vermelho”, período historicamente associado a quedas nos mercados financeiros.
Expectativas para juros dos EUA
Os investidores aguardam o relatório de empregos de agosto, previsto para sexta-feira (2), que deve consolidar apostas de corte de juros pelo Federal Reserve. O mercado precifica 89% de chance de redução de 0,25 ponto percentual na reunião de 16 e 17 de setembro, segundo a ferramenta CME FedWatch.
As expectativas ganharam força após o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizar em Jackson Hole que o banco central está preparado para ajustar a política monetária caso a inflação siga em queda e o mercado de trabalho mostre desaceleração.
Altcoins também recuam
O clima de aversão ao risco afetou o restante do mercado cripto. O Ethereum caiu 0,8%, para US$ 4.398,68. A XRP recuou 3,3%, para US$ 2,73. Solana (-1,6%) e Cardano (-2,8%) também recuaram, enquanto Polygon avançou 3,6%.
Entre os tokens meme, o Dogecoin caiu 2,8%, enquanto o $TRUMP subiu 3,3%.
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