O bitcoin registrou leve queda nesta quarta-feira, dando continuidade ao desempenho limitado observado nas últimas semanas. O movimento reflete a persistente incerteza sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos e o impacto de um amplo projeto de lei tributária, que continuam a reduzir o apetite dos investidores por ativos de risco.
A principal criptomoeda do mundo caiu 0,6%, sendo negociada a US$ 106.321,40 por volta das 2h14 (horário de Brasília). Apesar de acumular alta de 3,5% em junho, o bitcoin segue preso na faixa entre US$ 103.000 e US$ 108.000, onde tem se mantido durante boa parte do mês. Nem mesmo as recentes compras feitas pela empresa Strategy (antiga MicroStrategy, NASDAQ:MSTR), uma das maiores detentoras corporativas de bitcoin, foram suficientes para impulsionar os preços.
Tensões comerciais e projeto fiscal pressionam os mercados
O desempenho das criptomoedas refletiu a cautela presente em outros ativos de risco, diante do aumento das tensões comerciais. O presidente Donald Trump estabeleceu o prazo de 9 de julho para firmar acordos comerciais, mas até agora Washington assinou apenas um número limitado de pactos com grandes economias. Isso aumentou o receio de que os EUA possam impor novas tarifas como parte do chamado “dia da libertação”.
Na terça-feira, Trump indicou a possibilidade de um acordo com a Índia, mas também ameaçou elevar tarifas sobre o Japão.
No cenário fiscal, o Senado dos EUA aprovou por uma margem apertada um polêmico projeto de cortes de impostos e gastos. A proposta agora segue para votação na Câmara. Críticos alertam que a medida pode prejudicar ainda mais as contas públicas do país e elevar o risco de inadimplência da dívida no futuro, preocupações que têm afetado o humor dos mercados.
Embora essas questões não afetem diretamente o setor de criptomoedas, o sentimento negativo geral acaba impactando os ativos mais voláteis e especulativos, como o bitcoin.
Mineradora MARA tem queda na produção em junho
A MARA Holdings (NASDAQ:MARA), anteriormente conhecida como Marathon Digital, informou uma queda de 25% na produção de bitcoins em junho, totalizando 211 unidades, contra 282 em maio. A queda foi atribuída a interrupções causadas por condições climáticas adversas e à variabilidade natural no processo de mineração.
Apesar disso, a empresa aumentou seu estoque de bitcoins, alcançando 49.940 moedas, consolidando-se como a segunda maior detentora corporativa da criptomoeda, atrás apenas da Strategy.
Altcoins seguem tendência de queda
O mercado mais amplo de criptomoedas também registrou perdas, refletindo o foco dos investidores exclusivamente no bitcoin. O Ether recuou 0,8%, sendo cotado a US$ 2.441,80, enquanto o XRP caiu 1,2%, para US$ 2,1895.
Solana e Cardano também apresentaram quedas, de 1,6% e 1,5%, respectivamente. Entre as chamadas “memecoins”, Dogecoin e $TRUMP recuaram 1,3% cada.
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