Forças americanas atacaram duas instalações de radar no Irã na sexta-feira (5). A ação ocorreu após o abate de quatro drones iranianos que representavam risco ao tráfego marítimo na região.
Na última sexta-feira, 5 de junho de 2026, o Exército dos Estados Unidos anunciou que bombardeara dois locais de radares no Irã, em uma ação considerada de “legítima defesa”. Este ataque se deu em resposta a uma ameaça percebida ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz.
As forças americanas, conforme relatado pelo Comando Central dos Estados Unidos, conseguiram abater quatro drones que estavam sendo lançados em direção ao estreito. A presença desses drones foi avaliada como uma ameaça imediata, levando a uma rápida resposta militar.
“As forças americanas então atacaram instalações de radares de vigilância costeira em Goruk e na Ilha de Qeshm para se defender de ataques iminentes”, disse o Centcom.
Esse episódio ocorre em um contexto delicado, uma vez que um cessar-fogo entre os dois países ainda está em vigor teoricamente. No entanto, já no início da semana, os Estados Unidos haviam realizado quatro ataques terrestres em território iraniano, o que indica uma escalada nas tensões entre as nações.
O presidente Donald Trump, em uma entrevista recente, comentou sobre a situação, afirmando que o Irã ainda mantém uma capacidade balística significativa. Ele declarou: “Eles têm alguns mísseis, têm alguns drones. Eu diria, em termos percentuais, talvez 21% ou 22% de seus mísseis”. Esse percentual, segundo Trump, é ligeiramente superior aos 18% mencionados por ele no mês anterior.
Além disso, o Exército iraniano também se manifestou, afirmando ter disparado “mísseis de advertência” contra dois destróieres americanos que estavam no Golfo de Omã. Essa troca de ameaças e ações militares evidencia um cenário de incertezas e riscos na região, onde a segurança marítima se torna cada vez mais crítica.
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