A Larian Studios passou a enfrentar críticas públicas de ex-colaboradores após declarações do fundador e diretor executivo, Swen Vincke, sobre a aplicação de inteligência artificial (IA) nos processos internos do estúdio.
Em entrevista recente, Vincke afirmou que “todos na empresa estão mais ou menos de acordo com a forma como estamos usando” a tecnologia. A fala foi contestada horas depois nas redes sociais.
Questionamentos nas redes
Em 16 de dezembro de 2025, a ex-testadora de controle de qualidade Anne Méthot, que trabalhou quatro anos na Larian, publicou no X (antigo Twitter) que não se surpreende com a adoção de IA, mas discordou de Vincke: “Ele está mentindo sobre as pessoas estarem de acordo”.
Outra ex-funcionária, Selena Tobin, afirmou ter “amado trabalhar no estúdio até a chegada da IA” e pediu que a Larian “reconsidere e mude de direção, tipo, ontem”. Segundo Tobin, a equipe “é de nível internacional e não precisa de IA para ter ideias incríveis”.
Posicionamento da empresa
Em nova publicação nas redes sociais, Vincke reiterou que a Larian não está substituindo artistas conceituais por IA. “Nossos sucessos vêm do empoderamento das pessoas para que trabalhem à sua maneira e extraiam o melhor de suas habilidades”, escreveu. O executivo acrescentou que o estúdio considera “irresponsável” ignorar novas tecnologias, mas prometeu rever processos que não se mostrem eficientes ou compatíveis com a identidade da companhia.
Imagem: Larian
As divergências surgem poucos dias após a Larian divulgar o trailer de seu próximo jogo, Divinity, reforçando o debate sobre o papel da inteligência artificial no desenvolvimento de grandes produções de RPG.
Com informações de Flow Games
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