A Noruega levou ao Comitê de Ética da FIFA questionamentos sobre homenagem feita a Donald Trump por Infantino. A entidade pode ter violado sua neutralidade ao premiar o presidente dos EUA.
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) anunciou nesta terça-feira, 2, que acionou o Comitê de Ética da FIFA para buscar esclarecimentos sobre a entrega de um prêmio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino.
A ação é um desdobramento de uma denúncia apresentada pela organização de direitos humanos FairSquare em dezembro, que levantou questionamentos sobre a atuação da FIFA. O grupo argumenta que a entidade pode ter violado seu dever de neutralidade ao homenagear o presidente norte-americano.
O episódio ocorreu durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, quando Infantino entregou a Trump o chamado Prêmio de Paz da FIFA. A NFF ressaltou que a FIFA não esclareceu os critérios utilizados para a criação da premiação e os motivos que levaram à escolha do presidente dos Estados Unidos.
“Enviamos esta carta sozinhos”, afirmou a presidente da NFF, Lise Klaveness, ao comentar sobre a ausência de apoio de outras federações na iniciativa. Klaveness destacou que outras associações nacionais estavam cientes da proposta, mas a entidade norueguesa decidiu não buscar apoio formal para evitar desgastes internos.
A dirigente também reiterou a necessidade de transparência da FIFA em relação à premiação concedida a Trump, um tema que ainda não recebeu esclarecimentos públicos por parte da entidade.
Esse questionamento surge em um momento de aproximação entre Gianni Infantino e Donald Trump, que se intensificou desde o retorno do republicano à Casa Branca em janeiro de 2025.
Os Estados Unidos serão o principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, que será organizada em conjunto com o Canadá e o México. O torneio está programado para ocorrer entre os dias 11 de junho e 19 de julho.
A denúncia apresentada à FIFA visa esclarecer se a homenagem ao presidente norte-americano respeita as regras de neutralidade que a própria entidade exige de seus membros.

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