Anunciado no Game Awards 2025, Galactic Racer é o sucessor espiritual de Episode I, feito por veteranos de Burnout e Need for Speed. Após horas de jogo, confirma corridas rápidas e espetáculo visual.
A surpresa anunciada no Game Awards de 2025 foi um dos momentos mais comentados: a promessa de um sucessor espiritual de Star Wars Episode I Racer. Depois de sabermos que o título está sendo desenvolvido por um novo estúdio formado por veteranos de Burnout e Need for Speed, Star Wars: Galactic Racer está quase entre nós. Tendo passado dezenas de horas acelerando por circuitos em planetas distantes, a sensação é clara: trata-se de um jogo de corrida que vai além de apenas usar o universo Star Wars como cenário.
Posso assegurar: este jogo de corrida de Star Wars é tudo o que você espera.
Fuse Games trabalhou para integrar Galactic Racer na cronologia da franquia, situando a ação logo após a queda do Império. Essa ambientação não fica só em referências superficiais: há equilíbrio entre easter eggs conhecidos e personagens e trechos de lore inéditos que enriquecem o universo do jogo. Entre as novas figuras, destacam-se Hibi, o mecânico bem-humorado, e Kestar Bool, o antagonista que dá o tom sombrio à narrativa.
A campanha é o grande diferencial de Galactic Racer porque adota um formato runs-based — dividido em três atos — que muda a forma tradicional de progressão em jogos de corrida. Para avançar do primeiro ato, o jogador precisa passar por uma fase de qualificação que inclui corridas em vários planetas e, eventualmente, um duelo com um lendário podracer. Perder essa corrida, ou sofrer um acidente em qualquer evento preparatório, faz com que você perca o token de liga e retorne ao começo do ato atual.
Esse sistema de runs não transforma o jogo em um grind interminável. A lógica é a de aprender com as derrotas: desbloqueiam-se peças, habilidades e perks que permitem montar um speeder mais preparado para a próxima tentativa. A progressão segue uma espécie de árvore com caminhos alternativos — nem tudo é corrida direta; há encontros com personagens, provas de treino que liberam peças e os eliminators, que funcionam como a versão do Knockout Tour vista em Mario Kart World.
À medida que se acumulam upgrades, a pilotagem fica mais frenética: usar afterburner, disparar um ion bolt, acionar o ramjet no momento certo ou abrir a ventoinha antes do superaquecimento são ações constantes. A interface, inicialmente confusa para alguns, acaba reforçando a sensação de pilotar um speeder real, e as colisões cinematográficas remetem à tradição de Burnout — especialmente quando você provoca o crash em outro competidor.
No online, o modo Multiplayer Tour incorpora o sistema de melhorias da campanha em séries de seis corridas. Além das disputas, há alternativas para progredir sem vencer: apostas sobre sua posição final, desafios head-to-head e bounties para corretores que rendem créditos e peças mesmo sem bons colocamentos. Para quem busca corrida direta, há a opção de quick race; para quem prefere estratégia e evolução, o tour multiplayer promete partidas tensas e construção de builds ao longo das corridas.
Em resumo, Galactic Racer propõe uma experiência que mistura narrativa ambientada no pós-Império, design de run-based que exige retomadas e ajustes constantes, e uma mescla de corrida técnica com momentos explosivos e cinematográficos. Jogadores atraídos por velocidade, customização e confrontos online vão encontrar aqui um título que privilegia risco, recompensa e aprendizado a cada tentativa.
Fonte: The Gamer – Games
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