Em sua primeira conferência de resultados financeiros de 2026, a Games Workshop confirmou que adotou uma política interna “muito cautelosa” em relação à inteligência artificial. Segundo o diretor-executivo Kevin Rountree, a empresa não permitirá conteúdo gerado por IA em processos de design nem em competições oficiais, estendendo a regra que já valia para o concurso de pintura Golden Demon desde o ano passado.
Rountree afirmou que apenas “alguns gerentes seniores” acompanham a tecnologia para estudos futuros, mas reforçou a prioridade em “proteger a propriedade intelectual e respeitar os criadores humanos”. O executivo também destacou investimentos contínuos no Warhammer Studio, com a contratação de profissionais de arte, escrita, concepção e escultura.
Pressão por reconhecimento de autores
A decisão contra o uso de IA reacendeu críticas antigas sobre a falta de crédito individual a artistas e escritores que trabalham para a Games Workshop. Fãs apontam que:
- postagens no blog Warhammer Community, como a série “Warhammer art through the years”, divulgaram imagens sem citar seus autores;
- materiais oficiais, incluindo códices de Warhammer 40.000, listam nomes apenas em páginas de conteúdo, sem relacionar cada obra a seu criador;
- colaboradores que produziram arte ou consultoria para o RPG “Rogue Trader”, da Owlcat Games, não foram identificados publicamente.
As críticas se intensificam porque muitos jogadores consideram o hobby fortemente fundamentado em contribuições artísticas individuais. Para parte da comunidade, a proibição de IA representa um passo positivo, mas ainda insuficiente enquanto os profissionais não receberem reconhecimento nominal por suas criações.
Imagem: Internet
Até o momento, a Games Workshop não anunciou mudanças em suas políticas de atribuição de autoria.
Com informações de TheGamer
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