Operadores de nós devem atualizar clientes de execução e de consenso e agendar janela de manutenção antes da ativação. Valide a sincronização pós-upgrade e monitore métricas nos primeiros blocos para garantir estabilidade.
A ativação da atualização Glamsterdam na testnet Sepolia foi agendada para 6 de outubro. A mudança representa um novo passo no desenvolvimento da rede Ethereum, com alterações de protocolo que vão afetar tanto operadores de nós quanto desenvolvedores de contratos.
Os operadores de nós da Sepolia devem atualizar tanto os clientes da camada de execução quanto os da camada de consenso antes da ativação. É necessário planejar a janela de manutenção para aplicar as atualizações, validar a sincronização pós-upgrade e monitorar métricas de estabilidade durante os primeiros blocos após a transição.
A Glamsterdam incorpora ao protocolo a separação entre proponente e construtor. Essa mudança transfere para o próprio protocolo a transição entre construtores especializados de blocos e validadores, reduzindo a dependência de camadas externas de middleware. Para quem opera infraestrutura, isso implica revisar integrações com construtores de blocos e validar compatibilidade com o novo fluxo de proposição.
Outra novidade é a introdução de listas de acesso em nível de bloco, que registram as contas e os locais de armazenamento usados durante cada bloco. Desenvolvedores de contratos e equipes de auditoria devem avaliar como essas listas impactam custos de leitura e escrita de dados, bem como possíveis implicações em privacidade operacional.
A atualização também ajustará preços de gas para refletir melhor o custo de criação e de acesso a dados na Ethereum. Contratos que dependem de subsídios fixos de gas ou de limites de gas codificados diretamente podem exigir mudanças para continuar funcionando conforme o esperado; equipes de desenvolvimento devem executar testes em Sepolia para identificar pontos de fricção e atualizar limites e lógica de cobrança, se preciso.
Os desenvolvedores ainda não definiram datas para o lançamento na testnet Hoodi, voltada para validadores, nem para a mainnet. Essa indefinição demanda que operadores mantenham um canal aberto de atualizações e se preparem para ciclos de testes adicionais antes de qualquer habilitação em rede principal.
Os desenvolvedores têm como meta 2027 para a Hegotá, a atualização que sucederá a Glamsterdam. O cofundador da Ethereum, Vitalik Buterin, disse no domingo que a Hegotá poderia ser o último fork “normal” da rede antes de o desenvolvimento mudar o foco para STARKs recursivos, verificação formal automatizada, consenso otimizado e criptografia resistente à computação quântica.
Recomendações práticas: planeje atualizações coordenadas para execução e consenso, realize testes completos em Sepolia, audite contratos quanto a suposições de gas e prepare monitoramento reforçado para os períodos imediatos após a ativação. Manter canais de comunicação abertos com equipes de cliente e com a comunidade de desenvolvedores reduzirá riscos operacionais.
Cifras do mercado mencionadas no original: 3.01%TRX$0.3356 0.45%LINK$15.40 9.34%ZEC$1,454.38 6.96%ADA$0.2543 3.60%XRP$1.51 1.77%ETH$2,733.04 2.57%BTC$84,425.51 1.71%XMR$543.57 2.52%BNB$766.87 0.49%XLM$0.2364 11.10%SOL$120.19 1.39%HYPE$89.00 1.15%
Fonte: Cointelegraph Brasil
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