Operação de cinco anos no valor de US$100 milhões foi registrada e liquidada na infraestrutura DLT da Euroclear. A iniciativa reduziu prazos de liquidação e aproxima bancos tradicionais de plataformas digitais.
O Hana Bank, da Coreia do Sul, teria emitido um título digital de cinco anos no valor de US$ 100 milhões utilizando a infraestrutura de blockchain da Euroclear. Segundo o relatório, a operação teria sido realizada por meio da Digital Financial Market Infrastructure da Euroclear, marcando um movimento relevante na integração entre bancos tradicionais e plataformas de registro distribuído.
O documento descreveu que a emissão, o registro e a liquidação do título foram processados em uma rede de registro distribuído. Essa configuração teria reduzido o prazo de liquidação, que costumava variar entre três e cinco dias úteis, para liquidação no mesmo dia, ao conectar a emissão à infraestrutura de blockchain.
Além da aceleração do processo, o título também se conecta à rede global de liquidação já existente da Euroclear. Isso permite que investidores negociem o ativo por meio de suas contas e sistemas de negociação atuais, sem necessidade imediata de adaptar completamente sua infraestrutura operacional, segundo o mesmo relatório.
Não foi possível obter comentário do Hana Bank sobre a transação, e a Euroclear não havia respondido ao pedido de esclarecimento antes da publicação. O relato apresentou a operação como a primeira emissão de título digital na Coreia do Sul a utilizar diretamente a infraestrutura de blockchain da Euroclear.
A Euroclear havia lançado seu serviço de emissão de títulos digitais em outubro de 2023. Na ocasião, a empresa liquidou um título digital de 100 milhões de euros emitido pelo braço de empréstimos do Banco Mundial, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento. Esse título de três anos captou recursos para o desenvolvimento sustentável e foi listado na Bolsa de Valores de Luxemburgo.
Para mercados de capital, a transação relatada reúne elementos práticos: potencial redução de risco operacional e de liquidez associada a prazos de liquidação mais longos, além da possibilidade de integrar novas formas de emissão aos canais de negociação existentes. A operação projetada pelo relatório exemplifica como infraestruturas digitais podem ser articuladas com estruturas tradicionais de custódia e liquidação, mantendo ativos acessíveis a investidores por meio de contas e sistemas já estabelecidos.
O relato coloca em evidência a evolução das alternativas de emissão e liquidação de títulos, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de acompanhar respostas e confirmações das instituições envolvidas para validar plenamente o alcance e a replicabilidade desse formato.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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