O indicador conhecido como “hashprice” – que expressa a receita obtida pelos mineradores de Bitcoin por terahash por segundo (TH/s) de poder computacional – recuou ao menor patamar observado em uma década. A informação foi divulgada pelo portal Bitcoinnews.com.
Segundo a publicação, o declínio recente coloca a remuneração dos mineradores no ponto mais baixo desde 2014, refletindo a combinação de maior concorrência na rede e de receitas menores provenientes de taxas de transação e recompensas por bloco.
O hashprice é calculado a partir do valor de mercado do Bitcoin, do total de taxas pagas pelas transações incluídas nos blocos e da oferta fixa de novas unidades de BTC distribuídas a cada bloco minerado. Quando o preço da criptomoeda cai ou quando o poder de mineração (hashrate) global aumenta, a receita por TH/s tende a diminuir, pressionando a margem de lucro das operações de mineração.
Com o novo piso, operadores que utilizam equipamentos menos eficientes podem enfrentar dificuldades para manter suas máquinas ligadas, já que o custo com energia elétrica e manutenção pode superar o retorno obtido.
Imagem: Nima
Até o momento, não foram anunciadas medidas significativas por parte das principais empresas de mineração para enfrentar o cenário, mas analistas citados pelo veículo afirmam que as companhias devem reavaliar estratégias de expansão e buscar fontes de energia mais baratas para preservar a rentabilidade.
Com informações de Bitcoinnews.com
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