A Shein planeja realizar sua oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Hong Kong no dia 19 de agosto, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A varejista de moda online já teria iniciado nesta semana a apresentação da oferta a potenciais investidores.
A empresa, sediada em Cingapura, busca uma avaliação entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões com a abertura de capital. As informações ainda não foram confirmadas oficialmente pela Shein, que não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.
O IPO representa um momento importante para a companhia, que já chegou a ser avaliada em US$ 98,2 bilhões em uma rodada de financiamento realizada em 2022. A avaliação caiu para cerca de US$ 64 bilhões em 2023 e voltou a ser reduzida, chegando a aproximadamente US$ 64 bilhões em abril de 2024.
A possível estreia na Bolsa acontece em meio a desafios para o modelo de negócios da Shein. O crescimento da receita perdeu força, enquanto a empresa enfrenta pressão sobre as margens, custos comerciais mais elevados, maior fiscalização regulatória e uma concorrência cada vez mais acirrada no comércio eletrônico.
A varejista, conhecida pelos preços baixos e pela forte presença internacional, vende seus produtos em cerca de 160 países. Nos últimos meses, porém, mudanças nas regras de importação dos Estados Unidos aumentaram a pressão sobre seus resultados.
A Shein registrou prejuízo trimestral de US$ 99 milhões após o fim da isenção de impostos para pequenas encomendas enviadas aos EUA. O resultado também foi afetado por um impacto contábil de US$ 328 milhões relacionado ao valor justo de ações preferenciais conversíveis e resgatáveis.
Caso seja confirmado, o IPO de Hong Kong será um dos movimentos mais aguardados da Shein e poderá marcar uma nova etapa para a empresa, que tenta equilibrar sua expansão global com um cenário de custos maiores, mudanças regulatórias e maior competição no setor de moda online.
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