Na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, anunciou uma medida significativa: a suspensão das relações diplomáticas com o secretário-geral da organização, António Guterres. Esta decisão surge em resposta a uma proposta de incluir Israel em uma lista de nações e grupos acusados de violência sexual em contextos de conflito, uma decisão que, segundo Danon, ainda não foi oficializada.
“Chega, secretário-geral”, expressou Danon em um vídeo impactante publicado na rede social X. Ele ressaltou que essa decisão implica no “congelamento” de qualquer contato com o gabinete de Guterres até o final de seu mandato, que se encerra em 31 de dezembro de 2026. Essa ação reflete a indignação de Israel diante do que considera acusações infundadas e injustas.
O embaixador não hesitou em afirmar que a inclusão de Israel na lista e a alegação de que o país utiliza a violência sexual como uma arma de guerra são “ultrajantes”. Ele criticou Guterres por tentar estabelecer uma equivalência moral entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o que, segundo ele, é inaceitável.
A retaliação diplomática de Israel está ligada a um relatório sobre violência sexual em conflitos, que, embora ainda não tenha sido publicado, está sendo avaliado pelos Estados envolvidos. Vale lembrar que, em agosto do ano passado, um documento preliminar da ONU já indicava a possibilidade de Israel ser incluído na lista de suspeitos, onde já figurava o Hamas.
A ONU baseou sua decisão em “relatos críveis” de violência sexual supostamente praticada por forças de segurança israelenses contra detentos palestinos em prisões. A organização também destacou a resistência de Tel Aviv em permitir o acesso de inspetores internacionais às suas instalações, algo que gera ainda mais controvérsia.
“Convidamos representantes da ONU a virem a Israel para investigar essas acusações ridículas. Eles optaram por não vir, preferindo dar continuidade à campanha contra o país”, rebateu Danny Danon.
As relações entre Israel e a ONU, instituição que chancelou a criação do Estado israelense em 1947, estão atravessando um momento crítico, talvez o pior desde os trágicos ataques de 7 de outubro de 2023. O governo israelense tem criticado veementemente Guterres e outros altos funcionários da ONU pelas condenações à ofensiva militar em Gaza, um desgaste que atingiu seu ápice em 2024, quando Guterres foi formalmente declarado persona non grata pelas autoridades israelenses.
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