O CEO da Nvidia, Jensen Huang, declarou em entrevista ao podcast de Lex Fridman que também não é fã do que ele chama de “AI slop”, expressão usada para se referir a conteúdos excessivamente padronizados gerados por inteligência artificial. A fala ocorre após a repercussão negativa em torno do DLSS 5, tecnologia de upscaling da empresa que, segundo parte dos jogadores, comprometeria a identidade visual dos games.
Reação ao caso Resident Evil Requiem
A polêmica ganhou força com a aplicação do DLSS 5 em Resident Evil Requiem, lançado em 27 de fevereiro de 2026. Usuários relataram que o jogo, elogiado por sua apresentação gráfica original, teria apresentado resultados inferiores ao utilizar a ferramenta.
Empatia e defesa
“Entendo a perspectiva deles e vejo de onde vêm, porque eu mesmo não gosto de AI slop”, disse Huang, segundo transcrição publicada pelo site Kotaku. Apesar da empatia, o executivo reforçou que o DLSS 5 não interfere na visão artística dos desenvolvedores. “Isso não é o que o DLSS 5 pretende fazer. Ele é condicionado em 3D, guiado por dados estruturais de referência. A geometria definida pelo artista é preservada em todos os quadros”, explicou.
Huang acrescentou que a tecnologia é integrada ao processo criativo, permitindo que os estúdios decidam se desejam ou não utilizá-la. “É sobre dar ao artista a ferramenta da IA generativa. Eles podem optar por não usar, sabe?”, comentou.
Críticas anteriores
Dias antes, o CEO já havia se posicionado de forma mais dura contra as reclamações. Na ocasião, afirmou que os detratores estavam “completamente errados”, justificando que o DLSS 5 combina controlabilidade de geometria e texturas com IA generativa para aprimorar — e não alterar — o conteúdo original.
Imagem: Internet
A discussão deve continuar conforme novos jogos adotem o sistema e surgirem mais exemplos práticos de seu desempenho.
Com informações de TheGamer
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