Um repórter do site TheGamer decidiu colocar à prova os editores de personagens de alguns dos títulos mais populares para descobrir até que ponto é possível abandonar o padrão de beleza tradicional e criar avatares intencionalmente feios ou bizarros. Durante várias horas, o jornalista ajustou controles deslizantes, combinou características extremas e observou se os jogos puniam ou não essas escolhas.
NBA 2K24
O simulador de basquete da Visual Concepts, lançado em 8 de setembro de 2023 para PC, PlayStation, Xbox e Switch, oferece ampla personalização. Embora o jogo pareça incentivar rostos esportivos e harmoniosos, é possível distorcer narizes, olhos e cabeças até chegar a resultados dignos de memes. Mesmo assim, a “feiura” apresenta um aspecto artificial quando comparada a rostos humanos excêntricos da vida real.
The Sims 4
No ar desde 2 de setembro de 2014, o título da Maxis disponibiliza uma paleta de cores de pele que inclui tonalidades azuis, verdes e roxas. Ao manipular nariz, olhos e penteados, o jogador conseguiu criar vilões de desenho animado e outras figuras extremas. A liberdade é grande e permite composições visuais realmente assustadoras, acompanhadas de personalidades igualmente desajeitadas.
Cyberpunk 2077
Lançado pela CD Projekt Red em 10 de dezembro de 2020, o RPG ambientado em Night City possibilita ajustes detalhados de cada parte do rosto, além da inclusão de implantes cibernéticos. O resultado pode lembrar frequentadores de boates distópicas, onde a feiura não destoa do cenário futurista — pelo contrário, parece até estilosa.
Fallout 4
Desde 10 de novembro de 2015, o jogo da Bethesda permite criar moradores de Vaults realmente perturbadores. Olhos desalinhados e rostos alongados são aceitos sem que a mecânica quebre. NPCs não reagem de forma diferente, provando que, mesmo horripilantes, esses sobreviventes podem prosperar no mundo pós-apocalíptico.
Black Desert Online
Conhecido por seu robusto editor, o MMORPG da Pearl Abyss, lançado em 3 de março de 2016, possibilita moldar detalhes minuciosos, como altura das sobrancelhas ou largura das narinas, até limites quase surreais. O jogo não restringe criações dignas de um quadro de Picasso, que circulam livremente por cenários gráficos de alto nível.
Saints Row: The Third
Disponível desde 6 de novembro de 2012, o título da Volition estimula o caos com controles que geram rostos alienígenas e olhos assimétricos. Mesmo com risco de sobreposição de roupas e acessórios, os personagens feiosos mantêm o mesmo desempenho que os mais atraentes, o que reforça a proposta de diversão sem barreiras.
Imagem: Internet
Dragon Age: Inquisition
No RPG da BioWare, lançado em 18 de novembro de 2014, o autor exagerou todas as proporções faciais e ainda assim viu seus companheiros de grupo tratarem o Inquisidor de forma normal. O respeito ao visual escolhido demonstra apoio total à liberdade criativa.
The Elder Scrolls Online
O MMORPG da ZeniMax, que chegou ao mercado em 4 de abril de 2014, amplia as opções vistas em Skyrim. Combinando espécies e controles extremos, é fácil gerar rostos assustadores. Mesmo assim, as interações com NPCs seguem sem qualquer preconceito.
Oblivion
Lançado originalmente em 2006 e com remasterização prevista para 22 de abril de 2025, The Elder Scrolls IV é quase sinônimo de feiura involuntária. Sem grande esforço, os modelos assumem aparências que lembram figuras derretidas de museu de cera, e os personagens do jogo ainda entregam diálogos emocionados como se nada estivesse fora do lugar.
O levantamento mostra que, de basquete a mundos pós-apocalípticos, a maioria dos grandes jogos atuais e clássicos permite — em maior ou menor grau — romper padrões estéticos e abraçar a feiura, sem penalizar a jogabilidade.
Com informações de TheGamer
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