O julgamento da trágica morte de Henry Borel, um menino de apenas 4 anos, entrou em seu sexto dia no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro no último sábado, 30 de maio de 2026. Neste dia crucial, a expectativa gira em torno do depoimento de Leniel Borel, pai da criança, que é a última testemunha de acusação a ser ouvida pelos jurados.
Leniel iniciou seu depoimento na sexta-feira, 29 de maio, e deve concluir suas declarações na manhã do sábado. O tribunal programou a continuidade das sessões também para o domingo, 31 de maio, quando as testemunhas indicadas pelas defesas começarão a ser ouvidas.
“Foi maravilhoso, se não fosse tão trágico”, disse Leniel ao relatar os últimos dias que passou ao lado de Henry antes de sua morte.
Neste mesmo dia, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, solicitou permissão para deixar o plenário, o que foi aceito pela juíza Elizabeth Machado Louro. Naquele momento, o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva estava prestando seu depoimento como a 12ª testemunha do processo. Além disso, Monique Medeiros, mãe de Henry, também deixou a sessão após passar mal ao ver imagens da necropsia do filho.
Dr. Jairinho e Monique Medeiros enfrentam acusações graves, incluindo homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. A juíza Elizabeth Machado Louro preside o julgamento que já conta com 27 testemunhas convocadas ao longo do processo.
Leniel, durante seu depoimento, compartilhou que estava separado de Monique há cerca de seis meses e que ela já estava morando com Jairinho há aproximadamente um mês e meio quando Henry faleceu. Ele recordou o momento em que entregou seu filho à mãe, descrevendo a resistência de Henry, que o abraçou antes de partir. Leniel, ao tentar confortá-lo, declarou que “a mamãe é uma mamãe boa”, mas o menino, segundo ele, discordou dessa afirmação.
Com o final do depoimento de Leniel, o julgamento entra em uma nova fase, onde as testemunhas arroladas pelas defesas serão ouvidas. O tribunal tem previsão de durar entre sete e dez dias e, caso os jurados decidam pela condenação dos réus e a pena exceda 15 anos de prisão, a Justiça poderá determinar a execução imediata da sentença ainda durante a sessão.




