A Polícia Civil de São Paulo fez uma descoberta significativa ao identificar que uma Lamborghini Huracan Evo, associada à advogada e influenciadora Deolane Bezerra, pertenceu originalmente a uma holding do cantor de funk MC Ryan SP. Este automóvel esportivo tem um valor de mercado estimado em R$ 3,4 milhões, o que destaca sua relevância no contexto das investigações em andamento.
A equipe de peritos criminais se debruçou sobre os negócios de duas empresas patrimoniais vinculadas aos influenciadores digitais e, na última sexta-feira, 29 de maio, encaminhou o relatório final para o Poder Judiciário. Essa investigação aponta para uma possível blindagem de bens relacionada a atividades do crime organizado, o que acende um alerta sobre as transações financeiras envolvendo figuras públicas.
A transferência do veículo de luxo foi realizada diretamente entre as holdings dos envolvidos, e os delegados afirmam que essa transação não pode ser considerada um evento isolado no mercado. O relatório técnico sugere uma estrutura de ocultação de bens que pode estar ligada a operações do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A transferência patrimonial da Lamborghini Huracan EVO de empresa ligada a Ryan Santana dos Santos para empresa vinculada a Deolane Bezerra Santos não pode ser interpretada como dado isolado, sobretudo diante do contexto investigativo de movimentação de bens de luxo por pessoas jurídicas patrimoniais, com sucessivas alterações de titularidade e aparente blindagem de ativos.
Além disso, é importante mencionar que MC Ryan SP, cujo nome verdadeiro é Ryan Santana dos Santos, foi preso sob a acusação de lavagem de dinheiro e, durante um mês, esteve detido como suposto líder de um esquema criminoso que foi alvo da Operação Narco Fluxo. Os investigadores acreditam que ele usou empresas de entretenimento para misturar receitas legítimas com fundos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
A Polícia Civil pediu o confisco definitivo da Lamborghini, com os delegados da Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau solicitando a apreensão do veículo através do sistema Renajud. Além disso, o bloqueio de contas bancárias de outras seis pessoas também foi requisitado, e o caso está sendo tratado em segredo de Justiça na comarca do interior paulista.
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