O Santander registrou crescimento no lucro líquido do segundo trimestre e decidiu manter suas metas de médio prazo e para 2026, apoiado pelo desempenho positivo de operações como Espanha, Reino Unido e outras unidades estratégicas, que compensaram o aumento das provisões para perdas.
O banco obteve lucro líquido atribuível de 3,52 bilhões de euros, alta de 3% na comparação anual, mesmo após contabilizar 250 milhões de euros em despesas de reestruturação relacionadas à aquisição do TSB, no Reino Unido. Já o lucro líquido subjacente avançou 17%, para 3,77 bilhões de euros, ligeiramente acima das expectativas do mercado, que apontavam para 3,75 bilhões de euros.
Apesar do resultado positivo, o Santander registrou aumento nas perdas por imparidade na Argentina e no Brasil, um de seus principais mercados, o que pressionou parte dos resultados do trimestre.
A receita líquida de juros, principal indicador das operações de crédito, cresceu 10%, alcançando 11,69 bilhões de euros e superando as projeções dos analistas. As receitas com comissões também avançaram 12%, enquanto a receita total aumentou 9%, ritmo suficiente para compensar a alta de apenas 2% nos custos operacionais. Com isso, o índice de eficiência permaneceu em 42,8%.
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As provisões para perdas somaram 3,35 bilhões de euros, um aumento de 13%, impulsionado, entre outros fatores, por novas despesas relacionadas a indenizações por financiamentos de veículos vendidos de forma inadequada no Reino Unido.
O banco também reafirmou suas projeções para 2026, que incluem crescimento da receita em torno de 5%, redução de custos, aumento da lucratividade e um índice de capital entre 12,8% e 13%.
Nos últimos meses, o Santander reforçou sua estratégia de expansão internacional com as aquisições do TSB, no Reino Unido, e do Webster, nos Estados Unidos. A instituição estima que esses investimentos contribuam para elevar o lucro anual em mais de 40% nos próximos três anos, superando a marca de 20 bilhões de euros.
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