O ministro Luiz Fux está prestes a assumir a presidência da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de agosto de 2026, logo após o término do recesso do Judiciário. Essa troca de comando é parte do rodízio anual obrigatório da Corte, que se dá com base em critérios de antiguidade. Fux entra no lugar do ministro Gilmar Mendes, e essa mudança promete impactar a dinâmica da turma.
O presidente da Turma desempenha um papel crucial na definição das ações que serão pautadas no plenário. Segundo informações de interlocutores do tribunal, a nova gestão de Fux deverá trabalhar em sintonia com o relator da Operação Compliance Zero, ministro André Mendonça. Essa colaboração contrasta com a abordagem mais conflituosa que caracterizou a gestão anterior em relação ao caso Master.
Gilmar Mendes, na sua última sessão à frente da Turma, tentou pautar de surpresa o julgamento que visava a liberdade de Henrique e Felipe Vorcaro, familiares do proprietário do Banco Master. O resultado foi uma derrota, com 3 votos a 1 contra sua proposta.
Durante essa sessão de julgamento, Gilmar Mendes criticou as prisões preventivas, argumentando que a relatoria estaria utilizando o encarceramento como forma de forçar delações premiadas. Ele chegou a comparar essas práticas com os métodos da Operação Lava Jato, gerando um clima de tensão na Corte.
O relator da Operação Compliance Zero, André Mendonça, não hesitou em rebater as críticas feitas por Gilmar. Em plenário, ele afirmou que o caso Master possui características que vão além do crime de colarinho branco, sugerindo a existência de indícios de condutas violentas orquestradas pelo grupo criminoso em questão. Para reforçar sua posição, Mendonça decidiu retirar o sigilo de duas investigações, expondo fraudes bilionárias e subornos ao público, embora tenha restabelecido o segredo de Justiça posteriormente, devido a novas diligências da Polícia Federal.
É importante ressaltar que Luiz Fux fez a migração para a 2ª Turma em outubro de 2025, solicitando essa transferência após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou uma vaga no colegiado. O regimento interno do STF proíbe a reeleição imediata para a chefia da Turma, exigindo que todos os cinco integrantes cumpram um mandato de um ano antes de reiniciarem o ciclo.

Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






