Pesquisa Quaest divulgada neste sábado indica Lula 46% e Flávio 45% dos votos válidos, diferença dentro da margem de erro de 2 pontos. Juntos somam 91%, deixando demais candidatos com participação residual.
Na véspera do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam separados por apenas um ponto percentual nos votos válidos, segundo pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3). Lula aparece com 46% e Flávio com 45%, uma diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que os coloca em empate técnico.
A pesquisa destaca também a concentração do eleitorado nas duas candidaturas: juntos, Lula e Flávio somam 91% dos votos válidos. Entre os demais nomes, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% cada.
Em termos de votos totais, a pesquisa registra Lula (PT) com 40% — ante 39% na pesquisa anterior — e Flávio Bolsonaro (PL) com 38% — ante 34% na rodada precedente. Na pesquisa divulgada em 28 de setembro, Lula tinha 39% das intenções totais contra 34% de Flávio; naquela rodada, Augusto Cury e Ronaldo Caiado apareciam com 4% cada, Renan Santos com 3% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Brancos, nulos e eleitores que disseram não votar somavam 10%, enquanto 5% estavam indecisos.
Uma explicação apontada para a maior concentração de votos em Flávio é o movimento de voto útil entre eleitores de candidatos de direita que ficaram para trás na disputa. A campanha do senador vinha priorizando essa migração nos últimos dias, mirando eleitores de Zema, Caiado, Renan e Cury. Pesquisas anteriores indicavam que esse eleitorado tende a preferir Flávio em um eventual segundo turno.
Dados comparativos mostram que, entre eleitores que declaravam voto em Zema, Renan, Caiado ou Cury, 43% migravam para Flávio em um confronto direto com Lula, contra 30% que escolhiam o petista, segundo levantamento citado anteriormente. Isso, porém, não permite afirmar que os votos perdidos por esses candidatos tenham ido diretamente para Flávio nesta rodada da Quaest, porque a pesquisa não acompanha individualmente a mudança de voto de cada entrevistado. A queda das candidaturas menores, combinada com a estratégia explícita de voto útil adotada pela campanha de Flávio, aparece como uma explicação plausível para a concentração observada na reta final.
Do lado de Lula, a reta final foi marcada por medidas de apelo econômico e social: anúncio de reajuste de 15% do Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691; lançamento de nova etapa do programa Desenrola; e determinação sobre a proibição das apostas online. O reajuste do Bolsa Família havia sido decidido depois do diagnóstico sobre custo de vida e endividamento entre temas de desgaste, segundo relatos de integrantes da campanha.
Pesquisas eleitorais estabelecem associação temporal entre iniciativas e variações nas intenções de voto, mas não comprovam causalidade. A última rodada da Quaest chega com dois movimentos simultâneos: Lula busca transformar medidas econômicas recentes em mobilização de sua base, enquanto Flávio tenta concentrar o eleitorado de direita por meio do voto útil, na véspera da votação deste domingo (4).
A pesquisa ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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