Pesquisa AtlasIntel revela que 55,9% dos brasileiros apoiam a classificação das facções como terroristas. O levantamento surge após os EUA anunciarem medida semelhante.
Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel e divulgada nesta quarta-feira, 03 de junho de 2026, revela que 55,9% dos brasileiros acreditam que o governo deveria classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Este levantamento ocorre após o anúncio dos Estados Unidos, no dia 28 de maio, sobre a intenção de classificar essas organizações como terroristas, a partir de 5 de junho de 2026.
O estudo ouviu 1.273 pessoas entre os dias 30 de maio e 03 de junho, apresentando uma margem de erro de 3 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Além da questão da classificação, a pesquisa também avaliou a percepção da população sobre o desempenho do Governo Federal na área da segurança pública e no combate ao crime organizado.
Os resultados mostram que 47,6% dos entrevistados consideraram as medidas adotadas como péssimas, enquanto 18,7% as avaliaram como boas, 18,1% como ótimas, 8,7% como regulares e 6,7% como ruins. Este cenário reflete um descontentamento significativo em relação à eficácia das ações governamentais no enfrentamento das organizações criminosas.
“A população parece estar clamando por mudanças efetivas na abordagem do governo em relação ao crime organizado e à segurança pública”, comentou um analista sobre os dados.
A pesquisa também investigou quais são, na visão dos entrevistados, as principais atividades das organizações criminosas como o PCC e o CV. Os resultados foram os seguintes: 48,3% apontaram corrupção e infiltração política como a principal atividade, 44,2% mencionaram o tráfico de drogas, 39,8% a lavagem de dinheiro, 29% o tráfico de armas e violência armada, e 26,7% o controle territorial e intimidação da população.
Quando questionados sobre os melhores caminhos para sufocar imediatamente o PCC e o CV, 74,5% dos entrevistados sugeriram o sufocamento financeiro das organizações. Outros 29,1% defenderam o controle rígido das fronteiras, enquanto 26,4% acreditam que investimentos massivos em educação, emprego e inclusão social seriam essenciais para evitar o recrutamento de jovens pelo crime. Além disso, 24,7% mencionaram a necessidade de um aumento nas operações policiais ostensivas e no policiamento em comunidades e periferias, e 21,6% ressaltaram a importância do isolamento total e permanente das lideranças criminosas dentro do sistema prisional.
Por fim, a pesquisa também indagou sobre os fatores que mais contribuem para o crescimento das organizações criminosas. Os dados revelaram que 39,5% dos entrevistados acreditam que o sistema judiciário é um dos principais responsáveis, seguido pelos governos federais (36,3%), desigualdade social e falta de oportunidades (23,2%), governos estaduais (22,2%), sistema prisional (11,2%) e prefeituras municipais (11,2%).
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