A Bungie promoveu nesta semana um “Server Slam” de oito horas para Marathon, seu futuro jogo de tiro e extração previsto para 5 de março de 2026. O objetivo foi testar infraestrutura online e coletar feedback da comunidade antes do lançamento.
Jogabilidade mais cadenciada
Os participantes notaram um ritmo intencionalmente mais lento que em Destiny 2, também da Bungie. Embora o estúdio pretenda oferecer tiroteios precisos, parte do público descreveu a movimentação como “arrastada”. A curva de entrada também foi criticada: menus extensos, múltiplos tipos de itens de cura — como “OS Debugs” e “Mechanics Kits” — e sistemas sobrepostos de progressão dificultaram a compreensão para novos jogadores.
Foco em extração Hardcore
Marathon segue a fórmula de shooters de extração em que, ao morrer, o jogador perde todo o saque obtido. O modelo, similar a Escape from Tarkov, tende a afastar perfis casuais, segundo avaliações iniciais. A ausência de outro título do gênero nos consoles pode, contudo, atrair um nicho dedicado.
Experiência solo pouco social
No teste, quem jogou sozinho foi automaticamente inserido em esquadrões de três integrantes, salvo uso do carregamento básico “Rook Shell”. Ainda assim, praticamente não houve comunicação entre aliados. Confrontos contra outros usuários foram raros; a maior parte do tempo ocorreu em exploração de mapas e combates contra NPCs com alto poder de fogo e tempo-para-matar curto.
Mapas, arte e som
Os cenários Perimeter e Dire Marsh estavam disponíveis. O primeiro recebeu críticas por parecer um ambiente de simulação; o segundo, mais aberto, gerou ligeiro aumento nos encontros jogador-contra-jogador. Um terceiro mapa, Outpost, deverá concentrar ainda mais oponentes humanos, mas não integrou o evento. A direção de arte e a trilha sonora foram elogiadas, apesar de parte dos testers apontar falta de “vida” e atmosfera comparável a Arc Raiders, título de extração considerado mais acessível.
Imagem: Internet
Próximos passos
A Bungie prometeu um cronograma consistente de atualizações até o lançamento e aposta no suporte da Sony, que financia a produção. Resta saber se o estúdio conseguirá ampliar a base além de um público competitivo e manter o engajamento em um mercado já saturado de serviços contínuos.
Com informações de TheGamer

