A Micron Technology voltou a chamar a atenção dos investidores nesta terça-feira (7). Gil Luria, analista da DA Davidson, aumentou o preço-alvo das ações da fabricante americana de chips de memória de US$ 2.100 para US$ 3.000. Pela conta dele, os papéis ainda podem subir quase 200%.
Isso acontece depois de uma alta muito forte. Desde abril de 2025, as ações da Micron já subiram cerca de 1.500%.
Por que o analista está tão otimista?
O motivo é a inteligência artificial. Segundo Luria, os sistemas de IA usam muito mais memória do que as tecnologias que vieram antes. Para ele, “a memória é uma alavanca para melhor desempenho em IA”. Os produtos que mais pesam nessa conta são as memórias HBM (de alta largura de banda) e as DRAM avançadas, usadas nos grandes data centers.
O analista também acredita que a procura por memória vai continuar maior do que a oferta até 2028. Quando falta produto, os fabricantes conseguem vender mais caro e lucrar mais.
Como ele chegou ao novo preço
Para chegar aos US$ 3.000, Luria aplicou um múltiplo de 19 vezes o lucro por ação que ele projeta para o ano fiscal de 2027. A análise olha para um horizonte de 3 a 5 anos, ou seja, é uma aposta de longo prazo.
Concorrência e clientes de peso
A Micron disputa esse mercado com a SanDisk e com as sul-coreanas Samsung Electronics e SK Hynix. Entre as empresas que dependem desse tipo de memória estão gigantes como Amazon, Microsoft, Google, Nvidia e Apple.
Vale lembrar
Preço-alvo é uma projeção de analista, não uma garantia. Depois de uma alta tão grande, as ações podem oscilar bastante. Antes de investir, avalie seu perfil e diversifique a carteira.
Com informações do Investing.com
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