A Petrobras (BVMF:PETR4) registrou crescimento de 7,6% na produção de petróleo no Brasil entre abril e junho de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. A média foi de 2,32 milhões de barris por dia (bpd), frente aos 2,16 milhões de bpd do ano anterior. Em relação ao 1º trimestre, o avanço foi de 4,8%.
O desempenho foi impulsionado por novas plataformas, como o FPSO Duque de Caxias (Mero 3), que atingiu pico de 180 mil bpd, a entrada em operação do FPSO Alexandre de Gusmão (Mero 4) e o avanço no ramp-up do FPSO Almirante Tamandaré (Búzios). Além disso, a produção no campo de Tupi cresceu no semestre, apesar do declínio natural, reforçando a sustentabilidade dos ativos, segundo a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos.
No trimestre, 14 novos poços entraram em operação — sete na Bacia de Campos e sete na Bacia de Santos. Somente no pré-sal, a produção foi de 1,97 milhão de bpd, alta de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado e de 6,5% frente ao 1º trimestre.
As exportações somaram 690 mil bpd, aumento de 6% na base anual e de 25,2% frente ao 1º trimestre. A China foi o principal destino, com 54% das vendas externas, seguida pela Europa (19%), Ásia (12%) e EUA (8%). A companhia atribui o maior volume enviado à China às sanções contra a Rússia.
Produção total e vendas
A produção total de óleo e gás (Brasil e exterior) foi de 2,91 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), avanço de 7,8% em relação ao 2º trimestre de 2024 e de 5% frente ao trimestre anterior.
Como operadora, a Petrobras bateu recorde de 4,19 milhões de boed, alta de 12,1% na comparação anual e de 5,3% em relação ao 1º trimestre.
As vendas totais de petróleo, gás e derivados cresceram 1,6% na comparação anual, para 2,98 milhões de bpd, sendo 2,07 milhões de bpd no mercado doméstico.
Refino e derivados
O fator de utilização das refinarias ficou em 91%, estável em relação ao ano anterior. A produção de derivados atingiu 1,73 milhão de bpd, leve queda de 0,8% na base anual e aumento de 1,4% frente ao 1º trimestre.
As importações de diesel saltaram 229,7% na comparação anual e 84,8% ante o trimestre anterior, em preparação para o período de maior demanda. Apesar disso, as vendas de diesel subiram apenas 0,6% em relação ao 2º trimestre de 2024 e caíram 1,8% na comparação trimestral, devido à maior concorrência e menor demanda agrícola.
Já as vendas de gasolina cresceram 3,1% em um ano e 1,5% frente ao trimestre anterior, puxadas pelo aumento da demanda e maior competitividade frente ao etanol.
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