O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, determinou a proibição do uso de informações não divulgadas por funcionários do Pentágono em transações financeiras, incluindo apostas em plataformas de mercados de previsão como Kalshi e Polymarket. A medida foi detalhada em um memorando enviado na terça-feira a altos funcionários do Pentágono e de agências de defesa.
O memorando indica que todo o pessoal do Departamento da Guerra está proibido de realizar transações financeiras que se baseiem em informações não públicas, sejam elas classificadas ou não classificadas. A decisão busca reduzir riscos à segurança operacional e mitigar conflitos de interesse que possam afetar o julgamento profissional em momentos críticos.
“Não se enganem sobre a importância disso. Nossos inimigos observam os movimentos nesses mercados”, escreveu Hegseth.
O documento também enfatiza o potencial de distorção de decisões quando interesses financeiros pessoais se misturam com atribuições militares. Em mais um trecho do memorando, Hegseth alerta para situações em que funcionários com responsabilidade operacional ou logística possam ser influenciados por posições financeiras até em datas de operações.
“As vidas de nossos militares muitas vezes dependem de o inimigo não saber o que está por vir.”
Além da preocupação com segurança, o memorando destaca o risco de que interesses financeiros privados alterem o comportamento de quem tem acesso a informações sensíveis. “Além da segurança operacional, interesses financeiros podem distorcer o julgamento. Um responsável pela logística que tenha dinheiro em jogo na data de um ataque tem interesse nessa data. Um analista com uma posição sobre um resultado tem interesse nesse resultado”, afirma o texto.
Entre os antecedentes citados que motivaram a diretriz, está a acusação formal de abril contra o soldado do Exército dos EUA Gannon Ken Van Dyke, acusado de usar informações classificadas relacionadas a uma operação para capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro e, segundo promotores, ter obtido mais de US$ 400 mil com apostas na Polymarket. Os promotores alegam que Van Dyke participou do planejamento e da execução da operação e depois teria usado esse conhecimento prévio nas apostas; ele se declarou inocente de todas as acusações.
Em outro episódio apontado como exemplo de risco, em fevereiro autoridades israelenses prenderam e indiciaram um reservista militar e um civil por supostamente usarem informações classificadas para fazer apostas na Polymarket relacionadas a ataques militares israelenses contra o Irã.
O tema envolve também discussões regulatórias sobre a natureza e a interpretação desses mercados de previsão, levantando questões sobre transparência, supervisão e limites de acesso a informações sensíveis por parte de agentes com responsabilidades de segurança nacional.
Dados de mercado criptográfico publicados junto à matéria indicavam cotações e variações que foram registradas no momento da notícia: 0.82% TRX $0.3293; 0.33% LINK $12.21; 0.29% ZEC $1,226.42; 5.26% ADA $0.2162; 1.90% XRP $1.32; 1.69% ETH $2,412.88; 1.23% BTC $81,925.65; 1.16% XMR $610.04; 0.37% BNB $740.77; 0.21% XLM $0.1779; 1.37% SOL $104.31; 1.09% HYPE $78.14; 0.92%.
Publicado em 22 de out. de 2026, o memorando reflete uma tentativa de equilibrar integridade financeira, responsabilidade profissional e proteção de operações militares sensíveis.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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