O Bitcoin voltou a registrar forte queda nesta sexta-feira e se aproximou da mínima dos últimos quatro meses, pressionado pela continuidade das vendas institucionais e pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais. A maior criptomoeda do mundo era negociada perto de US$ 61 mil e acumulava desvalorização superior a 16% na semana.
O movimento ganhou força após a Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin, informar que vendeu parte de suas participações no início da semana. Além disso, o crescente interesse dos investidores por empresas ligadas à inteligência artificial tem reduzido a atratividade dos ativos digitais, que não oferecem rendimento direto.
Outro fator que pesou sobre o mercado foi o cenário geopolítico. As tensões envolvendo Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar nos últimos dias, elevando a cautela dos investidores e provocando uma migração para ativos considerados mais seguros.
A pressão vendedora também ficou evidente nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista. Dados da SoSoValue mostram que os produtos registraram saídas de aproximadamente US$ 1,4 bilhão nesta semana, marcando a quarta semana consecutiva de resgates acima de US$ 1 bilhão.
Além dos investidores institucionais, o varejo também demonstrou menor apetite pela criptomoeda. Indicadores de mercado apontaram que o Bitcoin passou a ser negociado com desconto na Coinbase, principal corretora dos Estados Unidos, sinalizando enfraquecimento da demanda.
As perdas se espalharam por todo o mercado de criptomoedas. O Ether, segunda maior moeda digital do mundo, caiu para cerca de US$ 1.655 e acumulou queda próxima de 18% na semana, atingindo seu menor nível em mais de um ano. O XRP recuou cerca de 17% no período, enquanto Solana, Cardano e BNB também registraram fortes desvalorizações.
Entre as memecoins, o Dogecoin caiu cerca de 7%, enquanto o token $TRUMP registrou queda próxima de 10%.
O mercado agora acompanha a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente os dados de emprego, em busca de sinais sobre os próximos passos da economia americana e seus impactos sobre os ativos de risco.
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