A maioria dos brasileiros acredita que o senador Jaques Wagner está envolvido no escândalo de corrupção do Banco Master. De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, 74,3% dos eleitores afirmam que o parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu vantagens financeiras ilegais associadas à instituição financeira.
O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 2, demonstra que a crise ultrapassou a esfera pessoal do ex-líder do governo no Senado. Para 35,6% dos entrevistados, o caso afeta diretamente a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 23,5% avaliam que o impacto político é parcial no Planalto, enquanto 37,8% veem o episódio como um problema estritamente pessoal de Wagner. Além disso, 3% dos participantes não souberam opinar.
A inclusão do nome de Jaques Wagner na pesquisa se deu após a Polícia Federal (PF) realizar buscas em sua residência e escritórios. As investigações apontaram indícios de recebimento de propinas por meio de familiares, aliados e empresas ligadas ao senador. Apenas 9,4% dos entrevistados acreditam na inocência do parlamentar, enquanto 16,2% não souberam opinar.
A defesa de Wagner contesta o inquérito e argumenta que a operação policial cometeu erros significativos. Os advogados garantem que o político nunca utilizou seu mandato no Congresso Nacional para beneficiar executivos do Banco Master. O senador perdeu sua posição como líder do governo a pedido de Lula logo após a crise emergir em Brasília, mas declarou em nota que está empenhado em provar sua inocência e apoiar a reeleição do presidente.
Apesar do desgaste, Lula manteve suas agendas com o senador na Bahia. O presidente ignorou conselhos de assessores e compartilhou palanques com Wagner durante uma viagem oficial de inaugurações, onde o chamou de ‘irmão’ diante do público. O senador retribuiu o gesto com promessas de apoio à campanha presidencial da esquerda.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada com 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. O levantamento apresenta uma margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e possui um índice de confiança estatística de 95%. O registro oficial do estudo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é identificado pelo protocolo BR-04582/2026.

