A Petrobras (BVMF:PETR4) registrou lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 2,6 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior — resultado que havia sido impactado por efeitos tributários e cambiais adversos.
O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás, que compensou parcialmente a queda do preço do Brent no mercado internacional. Entre abril e junho, a cotação média do Brent foi de US$ 67,82, recuo de 20,2% em relação ao mesmo período de 2024 e queda de 10,4% frente ao primeiro trimestre deste ano.
Na comparação trimestral, o lucro líquido recuou 24,3%. Desconsiderando efeitos extraordinários, o lucro ajustado foi de R$ 23,19 bilhões, apenas 2% menor que no primeiro trimestre. O principal impacto negativo veio do gasto de R$ 3,8 bilhões relacionado a um Acordo de Individualização da Produção (AIP).
Segundo Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da estatal, “a performance operacional foi excelente, apoiada pela entrada de novos sistemas de produção e ganhos de eficiência nos campos em operação”. Ele destacou que esses fatores permitiram elevar o volume de óleo e gás, mitigando parte dos efeitos da queda no preço do Brent.
O Ebitda ajustado totalizou R$ 52,26 bilhões no trimestre, crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024. Já a receita de vendas somou R$ 119,23 bilhões, recuo de 2,6% na base anual e de 3,3% frente ao trimestre anterior.
Com os resultados, o Conselho aprovou a distribuição de R$ 8,66 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) intercalares aos acionistas.
Produção em alta e projeção otimista
A produção média no Brasil alcançou 2,32 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo no segundo trimestre, alta de 7,6% na comparação anual e de 4,8% frente ao primeiro trimestre. Em julho, esse volume subiu para 2,47 milhões de bpd, 380 mil bpd acima do registrado no quarto trimestre de 2024.
A companhia prevê encerrar 2025 na faixa superior da meta de produção, apoiada pela entrada de novas plataformas e pela melhoria dos resultados operacionais.
Investimentos e endividamento
Os investimentos somaram US$ 4,43 bilhões no segundo trimestre, alta de 30,6% sobre o mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o valor investido chega a US$ 8,5 bilhões, um aumento de 32% na base anual.
A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 68,06 bilhões, alta de 5,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, influenciada principalmente pelo aumento nos contratos de arrendamento de plataformas, com destaque para a entrada em operação dos FPSOs Alexandre de Gusmão e Almirante Tamandaré.
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