Desenvolvedores, jogadores e especialistas preveem que 2026 será um ponto de ebulição para o debate em torno do uso de inteligência artificial (IA) generativa na criação de videogames. A discussão, que já domina fóruns e redes sociais, tende a se intensificar com novos projetos entrando em produção.
Experimentos na série Divinity geram críticas
O estúdio belga Larian Studios, responsável pela franquia Divinity, confirmou ter testado ferramentas de IA generativa nas fases iniciais de planejamento de seu próximo título. Após a revelação, parte da comunidade reagiu negativamente, lembrando que integrantes da empresa já haviam manifestado desconfiança em relação à tecnologia. Em resposta, o diretor-executivo da desenvolvedora esclareceu que nenhum artista conceitual foi demitido e que os recursos seriam usados apenas para auxiliar — não substituir — a equipe humana.
Expedition 33 perde prêmio após controvérsia
Outro caso recente envolve Clair Obscur: Expedition 33. O jogo utilizou IA para gerar artes temporárias, que acabaram aparecendo em material promocional. Inicialmente, a prática passou despercebida, mas o título acabou tendo um prêmio de jogo independente revogado depois que um representante alegou, no ato da inscrição, que nenhuma IA havia sido empregada. Posteriormente, a equipe afirmou ter recorrido à tecnologia de forma limitada em 2022 e disse estar arrependida da decisão.
Diretor de Kingdom Come 2 critica resistência
O diretor de Kingdom Come: Deliverance 2 entrou na discussão e classificou como “irrealistas” os críticos que defendem a exclusão total da IA do desenvolvimento de jogos, alegando que a adoção das ferramentas é inevitável.
Falta de transparência amplia desconfiança
A controvérsia se estende a termos como “arte conceitual”, “texto placeholder” e “testes automatizados”, cujo significado prático varia entre estúdios. Especialistas apontam que a ausência de informações claras sobre onde e como a IA é aplicada aumenta a resistência do público. Alguns jogadores temem impactos em direitos autorais, consumo de energia e confiabilidade dos dados, enquanto defensores enxergam ganhos de produtividade e redução de crunch.
Imagem: Internet
Com posições cada vez mais polarizadas, analistas avaliam que futuros lançamentos poderão enfrentar questionamentos constantes sobre a autenticidade de gráficos, trilhas sonoras e roteiros, caso os estúdios não adotem políticas mais transparentes sobre o uso de IA.
Com informações de TheGamer
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