Os preços do petróleo avançaram nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, alcançando os maiores níveis em cerca de um mês. Esse aumento foi impulsionado pela intensificação das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, gerando preocupações sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do planeta.
Por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, era negociado em alta de 4,33%, cotado a US$ 86,91. O WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,17%, com valor de US$ 80,62. Esses números indicam que o Brent atingiu o maior valor desde 12 de junho, enquanto o WTI registrou o nível mais elevado desde 16 de junho.
A valorização das commodities ocorre após o governo dos Estados Unidos retomar o bloqueio naval ao Irã e intensificar operações militares contra o país. Ademais, os Estados Unidos anunciaram uma proposta para cobrar uma taxa de 20% sobre embarcações que utilizam o Estreito de Ormuz, o que ampliou os temores de restrições ao comércio global de petróleo.
O principal fator por trás da alta das cotações é o receio de que o conflito afete a navegação no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Nos últimos dias, uma série de acontecimentos elevou a percepção de risco dos investidores. Entre eles estão a retomada do bloqueio à navegação iraniana pelos Estados Unidos, a proposta de cobrança sobre navios que cruzam a região, ataques a petroleiros dos Emirados Árabes Unidos atribuídos ao Irã e a redução do número de embarcações que utilizam a rota ao menor patamar em dois meses. Com isso, o mercado se mantém atento às possíveis repercussões dessa escalada nas tensões entre os países.
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