A Rockstar Games dispensou entre 30 e 40 funcionários de suas unidades no Reino Unido e no Canadá, segundo apuração de Jason Schreier, da Bloomberg. O corte ocorreu recentemente e reacendeu o debate sobre condições de trabalho na desenvolvedora de Grand Theft Auto.
Acusações de repressão
O sindicato britânico Independent Workers Union of Great Britain (IWGB) acusou a empresa de tentar impedir a sindicalização de trabalhadores. De acordo com o IWGB, os profissionais demitidos participavam de um grupo privado no Discord dedicado a discutir questões sindicais.
“A Rockstar acaba de realizar um dos atos mais flagrantes e cruéis de repressão sindical na história da indústria de jogos”, declarou Alex Marshall, presidente do IWGB, em comunicado.
Posicionamento da empresa
A controladora da Rockstar, a Take-Two Interactive, negou as acusações. O porta-voz Alan Lewis afirmou que as demissões foram motivadas por “má conduta grave” e “por nenhum outro motivo”, reforçando que a editora continua a apoiar integralmente a abordagem da Rockstar.
Contexto recente
A empresa vem endurecendo procedimentos internos desde o grande vazamento de vídeos de GTA 6 em 2022. No início de 2024, a Rockstar também foi criticada pelo IWGB após exigir que todos os funcionários voltassem ao trabalho presencial cinco dias por semana, medida justificada pela direção como necessária para reforçar a segurança dos projetos em desenvolvimento.
Imagem: Rockstar Games
Até o momento, a Rockstar não divulgou detalhes adicionais sobre as circunstâncias que levaram aos desligamentos ou sobre possíveis efeitos nos cronogramas de produção.
Com informações de Flow Games
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