Saros, novo jogo da desenvolvedora Housemarque publicado pela PlayStation Studios exclusivamente para o PS5, recebeu nota 9,25 da revista Game Informer, que ainda concedeu ao título o selo “Must Play” — distinção reservada aos jogos considerados obrigatórios pela publicação. O lançamento está previsto para 30 de abril de 2026.
Uma viagem sem volta ao planeta Carcosa
O jogo acompanha Arjun, um soldado enviado ao planeta alienígena Carcosa junto a uma equipe de cientistas. O objetivo da missão envolve a exploração de um elemento poderoso chamado Lucenite, sob as ordens de uma corporação movida por inteligência artificial chamada Soltari. No plano pessoal, Arjun busca uma pessoa desaparecida enquanto tenta preservar a própria sanidade em meio a criaturas, lasers e um ambiente que parece consumir a mente dos personagens ao redor.
A narrativa de Saros foi inspirada tonalmente na coletânea de contos The King in Yellow, de Robert W. Chambers — obra considerada adjacente ao universo de Lovecraft. Segundo a análise, não é necessário conhecer o material original para acompanhar a história do jogo. O texto aponta que a narrativa tem caráter opaco e foca principalmente em um perigo existencial, o que resulta em personagens que parecem descartáveis. Os monólogos gravados espalhados pelo cenário de Carcosa se tornam progressivamente incoerentes, abordando um lugar chamado The Yellow Shore.
Gameplay elogiado como impecável
Apesar das ressalvas narrativas, a análise destaca o sistema de combate como o principal ponto alto de Saros. O jogo não é uma sequência direta de Returnal — aclamado título da Housemarque lançado em 2021 — mas utiliza aquela base jogável como ponto de partida, refinando-a para criar uma experiência mais acessível e recompensadora.
O controle de Arjun é descrito como preciso e fluido. Um dos elementos centrais da jogabilidade é o escudo, que permite absorver projéteis inimigos para carregar as chamadas Power Weapons — armas poderosas disponíveis nos momentos de maior necessidade. Entre os armamentos disponíveis, o texto destaca o Smart Rifle como favorito pessoal do crítico.
Sistema de progressão diferenciado
Outra característica muito elogiada é o Armor Matrix, uma árvore de habilidades permanentes onde o jogador investe os recursos coletados — o Lucenite e o Halcyon — entre as tentativas. Diferente de outros jogos do gênero roguelike, o sistema de Saros oferece dezenas de melhorias desbloqueadas de uma só vez após uma boa rodada, tornando o progresso rápido e menos incremental.
O jogo também permite ao jogador teleportar para locais específicos do mapa, ainda que com penalidade de poder. Essa mecânica possibilita pular áreas já vencidas e chefes já derrotados, o que foi apontado como um diferencial relevante para quem tem menos paciência com repetição — característica comum no gênero. Além disso, a estrutura do título foi pensada para sessões mais curtas, com a opção de salvar e retomar uma tentativa em andamento.
Pontos fracos identificados
O principal ponto negativo levantado na análise é o envolvimento emocional com os personagens e a história. A equipe Echelon IV, central na trama, não gerou conexão suficiente com o crítico. No entanto, o mundo de Carcosa, a corporação Soltari e os mistérios do jogo despertaram genuína curiosidade — a ponto de o avaliador continuar jogando mesmo após ver os créditos finais.
Com nota 9,25 e o selo Must Play, Saros chega ao PS5 em 30 de abril de 2026 como um dos lançamentos mais aguardados do ano para o console da Sony.
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