Dois senadores norte-americanos, Elizabeth Warren e Richard Blumenthal, enviaram uma carta ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, solicitando que o Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS) examine de forma minuciosa a proposta de compra da Electronic Arts (EA) por um consórcio avaliado em US$ 55 bilhões. O grupo interessado reúne o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, a gestora norte-americana Silver Lake e a Affinity Partners, de Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump.
Na correspondência, os parlamentares afirmam ter “profunda preocupação com a influência estrangeira e os riscos à segurança nacional” que podem derivar da transação. Warren e Blumenthal argumentam que os investimentos sauditas buscam “normalizar a imagem global do país, expandir seu alcance cultural e ganhar influência em espaços que moldam a interação de bilhões de pessoas”.
Os senadores destacam que a EA reúne cerca de 700 milhões de usuários em todo o mundo. Segundo eles, o acesso irrestrito a dados sensíveis desses jogadores por um “governo autoritário e repressivo” poderia abrir caminho para vigilância de cidadãos norte-americanos, veiculação de propaganda encoberta, retaliações seletivas e censura de conteúdos contrários aos interesses sauditas.
No documento, Warren e Blumenthal pedem que o CFIUS detalhe ao Congresso quais medidas pretende adotar para mitigar eventuais ameaças à segurança nacional. Eles solicitam ainda que os resultados da investigação sejam divulgados publicamente.
Anunciada no mês passado, a negociação envolve uma das maiores produtoras de videogames do mundo. Fundada em 27 de maio de 1982, a EA tem sede em Redwood City, Califórnia, é comandada por Andrew Wilson e responde por franquias como FIFA, Battlefield, The Sims e Dragon Age.
Imagem: Internet
Operações de grande porte no setor de tecnologia e entretenimento costumam passar por análises regulatórias. Exemplos recentes incluem as aquisições da Activision Blizzard e da Bethesda pela Microsoft, ambas submetidas a órgãos antitruste em diversos países.
Com informações de TheGamer
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