Entre 8 e 11 de setembro a Strive adquiriu 469 BTC a preço médio de US$77.954 por unidade (taxas incluídas). A tesouraria alcança 25.000 BTC, consolidando-a entre os maiores detentores corporativos.
Publicado em 14 de setembro de 2026.
A Strive adquiriu 469 Bitcoins por cerca de US$ 36,6 milhões, elevando sua tesouraria para 25.000 BTC. A compra ocorreu entre 8 e 11 de setembro e foi feita a um preço médio de US$ 77.954 por BTC, incluindo taxas e despesas. A maior criptomoeda em valor de mercado era negociada pela última vez a US$ 78.823.
O movimento consolidou a posição da empresa entre os maiores detentores corporativos de Bitcoin: no fim de agosto, uma compra anterior de 1.800 BTC já havia levado a Strive a se tornar a quinta maior detentora corporativa de Bitcoin de capital aberto. A companhia havia se tornado pública em setembro de 2025, após fusão com outra entidade, e foi cofundada em 2022 por Vivek Ramaswamy.
A nota apresentada à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos mostrou que a aquisição mais recente foi financiada integralmente pelos recursos obtidos com as vendas das ações preferenciais SATA, as ações preferenciais perpétuas da empresa. No mesmo período em que os Bitcoins foram comprados, o número de ações SATA em circulação aumentou em 402.541, alcançando cerca de 10,4 milhões de ações.
Além da aquisição de BTC, a Strive reportou possuir, em 11 de setembro, US$ 204,2 milhões em caixa e equivalentes de caixa, e 505.000 ações preferenciais STRC da Strategy, avaliadas em aproximadamente US$ 49,8 milhões.
As ações da Strive negociadas na Nasdaq subiram mais de 7% na segunda-feira, para cerca de US$ 29, estendendo uma alta que fez o preço da ação mais que dobrar no último mês. Essa valorização já havia elevado a capitalização de mercado da Strive para cerca de US$ 2,5 bilhões, em comparação com aproximadamente US$ 1,9 bilhão de outra empresa japonesa de tesouraria de Bitcoin que detém mais BTC.
Os warrants da Strive, com preço de exercício de US$ 27 e vencimento previsto para meados de outubro, estavam acima desse patamar, e o exercício desses instrumentos poderia proporcionar à empresa mais de US$ 700 milhões em novo capital, caso os detentores optassem por converte‑los.
“não estava fora do campo das possibilidades”
Comentando a estratégia, o CEO Matt Cole afirmou no início deste mês que não estava fora do campo das possibilidades que a Strive se tornasse a segunda maior detentora corporativa de Bitcoin com ações negociadas publicamente até o fim do ano, embora tenha dito que esse não era o cenário-base.
Essa sequência de compras e alavancagem de instrumentos de capital mostrou uma opção estratégica clara: ampliar exposição ao Bitcoin usando fontes internas de capital, como vendas de ações preferenciais, enquanto se mantinha reserva em caixa e em outros instrumentos preferenciais. Para investidores e gestores, o caso ressaltou a importância de acompanhar liquidez, composição da tesouraria e potenciais diluições via warrants ao avaliar empresas com tesourarias cripto.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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