Um homem que foi identificado como participante do atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), foi morto na quarta-feira (1º), na zona leste de São Paulo, após uma troca de tiros com os agentes da corporação.
A Polícia Militar relatou que os agentes receberam uma denúncia que indicava a participação do suspeito no caso. Quando os policiais foram verificar a situação na região de Guaianases, o homem resistiu à abordagem e, segundo a PM, disparou contra os policiais, que reagiram.
O suspeito foi atingido e socorrido a uma unidade de saúde, mas não conseguiu sobreviver aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial, localizado no Lageado.
“A eventual participação do homem na tentativa de homicídio praticada contra o oficial da Polícia Militar será objeto de investigação por parte da polícia judiciária”, informou a PM em comunicado.
O tenente Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos enquanto estava parado com sua motocicleta em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado (27). Ele foi surpreendido por criminosos que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra o oficial.
O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente no domingo (28). Eles estão sendo investigados por prestar cobertura logística aos autores dos disparos, que permanecem foragidos. Na quarta-feira, a polícia também informou que havia identificado o suspeito que efetuou os disparos.
Em uma conversa com o Estadão na quarta, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, revelou que as investigações mostraram que um dos suspeitos envolvidos no crime monitorava a casa do policial antes do atentado. “Isso aconteceu há cerca de três meses”, afirmou o chefe da pasta.
Documentos obtidos indicam a complexidade da ação criminosa, que envolveu a participação de outros três veículos utilizados para dar cobertura aos atiradores, facilitar a fuga dos envolvidos e ocultar vestígios.
O caso está sendo investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, com o suporte da Corregedoria da PM. Vale lembrar que Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, que foi assassinada durante o sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008.
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