O governo de Tarcísio de Freitas inaugura, nesta semana, o primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, um projeto que promete transformar a mobilidade na capital paulista. A entrega inicial contempla seis das 15 estações previstas, com a conclusão total do projeto prometida para 2027.
Nesta fase inaugural, as estações que iniciam suas atividades são João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. O ramal funcionará em operação assistida, sem cobrança de tarifa, de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, permitindo que os usuários experimentem essa nova opção de transporte.
Os trens circularão pelo sistema shuttle, com uma composição por via e um intervalo médio de 19 minutos entre as partidas. A condução será manual, com a presença de um operador, embora a previsão futura do projeto inclua a automação total do sistema, trazendo mais eficiência e segurança.
“Estamos dando um passo importante para melhorar a qualidade do transporte público em São Paulo,” afirmou Tarcísio de Freitas durante a cerimônia de inauguração.
Cada estação terá um acesso principal aberto ao público. Um destaque é a Estação Água Branca, que contará com integração à Linha 7-Rubi da CPTM, facilitando ainda mais a mobilidade dos usuários. Vale ressaltar que, durante a fase de testes, o acesso às plataformas da Linha 6 será gratuito, mas a transferência para os trens metropolitanos continuará a seguir as tarifas vigentes do sistema.
Até o final de 2026, o governo estadual planeja abrir mais duas paradas na zona norte: Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado. Quando a Linha 6-Laranja estiver completamente finalizada, ela ligará a Brasilândia à estação São Joaquim, no centro da capital, reduzindo o tempo de deslocamento de 1h30, que era feito de ônibus, para apenas 23 minutos.
Este grande empreendimento é gerido por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a concessionária Linha Uni, com um investimento total de R$ 19 bilhões. O contrato estabelece que a empresa é responsável tanto pela construção quanto pela futura operação e manutenção do ramal, um modelo que busca garantir eficiência e qualidade no serviço. As obras foram retomadas em 2020 após um período de paralisação, e agora se concretizam com a inauguração das estações.

