O ex-presidente Michel Temer compartilhou uma revelação intrigante sobre uma conversa que teve com Donald Trump em 2017. Em uma entrevista, ele relembrou um jantar em Nova York, que ocorreu na véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante esse encontro, Trump fez uma pergunta direta aos líderes da América Latina, incluindo o Brasil, a Argentina, a Colômbia e o Panamá, questionando: ‘Quando vocês pretendem invadir a Venezuela?’
A pergunta, conforme descreveu Temer, gerou um certo constrangimento entre os presentes. Os líderes, cientes da gravidade da situação na Venezuela, prontamente defenderam uma abordagem diplomática para resolver a crise no país. Temer destacou que, apesar das críticas dirigidas ao governo de Nicolás Maduro, eles mantinham boas relações com o povo venezuelano.
Após ouvir os argumentos dos líderes latino-americanos, Trump aparentemente concordou que a diplomacia seria um caminho mais apropriado do que uma intervenção militar. Este momento foi utilizado por Temer para enfatizar a importância de uma postura cautelosa nas relações com o atual presidente dos Estados Unidos. Ele alertou que respostas agressivas às declarações de Trump poderiam intensificar as tensões entre os países, citando, como exemplo, a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelos EUA.
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“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática… É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação’”, afirmou Temer.
Esse relato de Temer revela não apenas os desafios enfrentados pelos líderes da América Latina em lidar com a crise venezuelana, mas também a necessidade de uma diplomacia cuidadosa em um cenário internacional cada vez mais complexo.
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