O líder do PCC não vai sair da prisão. O Tribunal de Justiça de SP rejeitou o pedido de liberdade de Marcola, investigado na Operação Vernix por esquema de lavagem de dinheiro da facção.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, identificado pelas autoridades como o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta decisão foi divulgada na quarta-feira, dia 5, e rejeitou o pedido de liberdade feito pela defesa do acusado.
A medida está relacionada à Operação Vernix, uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado à facção criminosa. Além de Marcola, a operação também teve como alvo a advogada Deolane Bezerra, que foi presa por envolvimento nas atividades ilícitas.
Ao analisar o pedido de habeas corpus, a desembargadora da 16ª Câmara de Direito Criminal concluiu que não existem fundamentos suficientes para a revogação imediata da prisão preventiva de Marcola. Com isso, o processo seguirá para o julgamento do mérito pelo colegiado, que decidirá sobre os próximos passos.
“A decisão tem caráter preliminar e os argumentos da defesa ainda passarão por análise dos desembargadores”, afirmou o advogado Bruno Ferullo Rita, que representa Marcola.
Atualmente, Marcola e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, estão detidos em presídios federais de segurança máxima. Eles estão sob monitoramento constante e apresentam restrições em suas comunicações. A defesa levantou a questão de que a nova ordem de prisão preventiva seria desnecessária, uma vez que Marcola já está cumprindo pena na Penitenciária Federal de Brasília, onde as condições de segurança já neutralizam a necessidade de novos mandados de prisão.
Além disso, a defesa sustenta que o monitoramento contínuo e o acesso restrito ao ambiente externo tornam a nova ordem de prisão sem efeito prático. A Justiça, por sua vez, citou a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., identificada como uma peça central no suposto esquema de lavagem de dinheiro. O despacho judicial também mencionou que outro processo já havia reconhecido a companhia como um empreendimento voltado à lavagem de dinheiro.
A juíza Renata William Rached Catelli destacou que a existência de condenações anteriores não impede a aplicação de uma nova prisão preventiva. Segundo a magistrada, as medidas possuem fundamentos jurídicos distintos, o que justifica a atual situação de Marcola.

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