O Citi voltou a recomendar compra para as ações da Netflix, destacando três fatores principais que podem impulsionar o desempenho da empresa ao longo do próximo ano.
Segundo os analistas, a tese positiva se apoia no potencial de aumento da lucratividade, maior poder de precificação e uma política mais robusta de retorno de capital aos acionistas. O banco retomou a cobertura com preço-alvo de US$ 115, indicando possibilidade de valorização entre cerca de 5% e 17%.
De acordo com o analista Jason Bazinet, há espaço para a Netflix elevar sua projeção de EBIT para o ano fiscal de 2026. Além disso, o Citi espera um reajuste de preços nos Estados Unidos no quarto trimestre de 2026, movimento que pode fortalecer ainda mais as receitas da companhia.
Outro ponto de destaque é a perspectiva de expansão das margens operacionais, que devem ficar cerca de 40 pontos-base acima do consenso do mercado, refletindo um cenário de custos mais favorável.
O banco também vê como positivo o fato de a empresa não sinalizar grandes aquisições no curto prazo, o que abre espaço para ampliar a remuneração aos acionistas, especialmente por meio de recompras de ações. Nesse sentido, a sólida geração de caixa da Netflix sustenta a expectativa de distribuições mais elevadas nos próximos anos.
Apesar do otimismo, o Citi alerta para riscos no segmento de publicidade no longo prazo. Enquanto o consenso de mercado projeta cerca de US$ 11 bilhões em receita com anúncios até 2030, o banco adota uma visão mais conservadora, estimando algo próximo de US$ 9 bilhões, com crescimento anual em torno de US$ 1,5 bilhão a partir de 2027.
Ainda assim, após revisar seu modelo com base nos resultados do quarto trimestre de 2025, projeções de receita mais altas e margens operacionais mais fortes, o Citi mantém uma visão positiva para as ações da Netflix.
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