Clientes que compraram Trezor via revendedora CryptoBilis desde março devem mover fundos, recomendou a fabricante. O caso envolve um Safe 5 com placa não autorizada que poderia capturar e transmitir frases de recuperação.
Trezor recomendou que clientes que compraram dispositivos da revendedora CryptoBilis desde março movessem seus fundos, após um relato de suspeita de implante em um dispositivo Safe 5. A empresa informou que um cliente na Indonésia havia relatado a presença de uma placa de circuito não autorizada dentro de uma Trezor Safe 5 comprada na Tokopedia em agosto.
O relato apontou que o possível implante poderia capturar as informações exibidas na tela do aparelho — incluindo frases de recuperação — e transmiti-las por uma rede celular. A Trezor afirmou que ainda não havia recebido o dispositivo para análise e que, até então, não havia chegado a empresa qualquer relato confirmado de perda de fundos relacionados ao caso.
“Ainda não recebemos o dispositivo em nosso laboratório, mas estamos tratando o relato como crível e preferimos alertar as pessoas agora a esperar pela confirmação e descobrir nesse meio-tempo que alguém perdeu seus fundos.”
— Danny Sanders, diretor comercial da Trezor.
Um porta-voz da Trezor descreveu as vendas feitas pela revendedora como
“muito pequenas”
e afirmou que a empresa ainda não havia estabelecido onde a adulteração suspeita ocorreu. A Trezor também disse que estava revisando suas proteções de hardware, reconhecendo que selos e embalagens existentes não são suficientes por si só para garantir contra esse tipo de adulteração.
O alerta da Trezor veio em sequência a relatos anteriores de perdas envolvendo carteiras de outra marca vendidas pela mesma revendedora: no dia 9 de outubro, surgiram relatos sobre dispositivos que continham implantes, e a fabricante desses aparelhos confirmou um implante de hardware não autorizado em um dos dispositivos afetados.
Pesquisadores de segurança informaram que, em agosto, alertaram a Trezor sobre dispositivos Trezor One e Model T adulterados que haviam sido comprados de vendedores não autorizados em plataformas como TikTok e Facebook. A Trezor havia explicado que sua declaração anterior sobre a ausência de evidências de dispositivos comprometidos se aplicava apenas às carteiras novas vendidas por revendedores autorizados.
A empresa também detalhou que suas checagens de configuração focavam em identificar dispositivos falsificados e firmware modificado. O implante identificado em dispositivos de outra marca, por sua vez, foi descrito como capaz de ler a tela sem alterar o firmware. Uma frase de recuperação roubada permitiria que um invasor restaurasse uma carteira em outro dispositivo e movesse os fundos.
Em 13 de outubro, a Trezor anunciou planos para reduzir sua rede de revendedores. Diante das informações confirmadas até o momento, a recomendação prática que partiu da Trezor foi clara: clientes que compraram carteiras da CryptoBilis desde março deveriam mover seus fundos para dispositivos cuja origem e integridade pudessem ser verificadas.
Dados de mercado citados no material original incluíam cotações e variações de criptomoedas como BTC a $77,393.46, ETH a $2,233.96, SOL a $96.54, entre outras, refletindo o contexto financeiro em que as carteiras de hardware são usadas.
Quem possui um dispositivo adquirido de revendedores não autorizados foi aconselhado a acompanhar comunicados oficiais do fabricante e a considerar medidas de segurança adicionais, priorizando a proteção das frases de recuperação e a procedência dos dispositivos.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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