Na cúpula do G7 na França, Trump elogiou o entendimento com o Irã e atacou a atuação de Israel no Líbano. O presidente americano destacou o papel do Catar como mediador nas negociações.
Na cúpula do G7 realizada na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua defesa ao acordo firmado com o Irã, destacando a importância da mediação do Catar durante as tensões entre Washington e Teerã. Durante a conversa com o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, Trump também fez críticas diretas à atuação de Israel no Líbano.
O republicano afirmou que o entendimento com Teerã possui grandes chances de sucesso e que poderá abrir caminhos para novas negociações. Ele reiterou que o programa nuclear iraniano representa uma ameaça direta à segurança de Israel, enfatizando a necessidade de um relacionamento responsável de Israel com o Líbano.
“Não gostei do ataque a Beirute, deixei isso claro para eles. Não gostei daquilo, de jeito nenhum”, declarou Trump, referindo-se a um recente ataque israelense.
Trump também reafirmou que mantém um bom relacionamento com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, mas sugeriu que o governo israelense precisa agir com mais responsabilidade em relação ao Líbano. Ele criticou a intensidade das operações militares contra o Hezbollah e sugeriu que a Síria poderia ter um papel mais ativo no combate ao grupo.
O acordo com o Irã, que foi assinado no dia 14 de junho, promete um fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. Trump descreveu o entendimento como “justo” e “bom”, e desmentiu rumores sobre investimentos financeiros dos EUA em Teerã, considerando-os “ridículos”. O acordo, que possui 14 pontos centrais, inclui demandas como a reabertura do Estreito de Ormuz e o desbloqueio de bilhões de dólares em ativos iranianos.
O presidente dos EUA reiterou que o acordo garante que o Irã não deverá possuir armas nucleares. “O inferno cairá sobre o Irã se a República Islâmica pretender adquirir uma arma nuclear”, disse Trump durante a reunião.
Por fim, Trump fez um apelo à responsabilidade de Israel em relação ao Líbano, ressaltando que a guerra já se prolonga por tempo demais. Ele sugeriu que Israel poderia reconsiderar sua abordagem militar, afirmando que nem todos os civis em prédios atingidos são membros do Hezbollah.
“O Irã é o grande problema, mas temos aquele pequeno foco de atenção que constantemente ressurge, que é o Hezbollah”, concluiu Trump.
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






