Na noite de quarta-feira, 24 de junho de 2026, a Venezuela foi abalada por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, que levaram a presidente interina, Delcy Rodríguez, a decretar estado de emergência em todo o país. Os tremores, que ocorreram com um intervalo de cerca de 40 segundos, provocaram sérios desabamentos de edifícios em Caracas e causaram danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que precisou ser fechado para avaliações de segurança.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o país enfrenta uma situação crítica, com uma elevada probabilidade de que o número de vítimas e danos sejam extensos. No entanto, até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram balanços oficiais sobre mortos ou feridos, o que gera uma expectativa de preocupação entre a população.
O Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela relatou que forças de segurança foram mobilizadas em todo o território nacional, uma vez que muitas edificações estão em risco de desabamento. Além disso, o governo autorizou o corte preventivo do fornecimento de gás em alguns prédios enquanto as equipes realizam avaliações estruturais. Essas medidas visam garantir a segurança dos cidadãos diante da situação emergencial.
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“Assim que começou, começamos a ouvir pessoas gritando”, compartilhou a publicitária Astrid Ramirez, de 41 anos, ao relatar os momentos de tensão vividos no oeste de Caracas. “Todos estavam descendo as escadas correndo.”
O impacto dos terremotos não se limitou à Venezuela. Moradores de estados brasileiros como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá também relataram sentir os tremores. Em Belém e Macapá, prédios foram evacuados como medida de precaução, mas a Defesa Civil não registrou feridos ou danos estruturais significativos.
O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo explicou que é relativamente comum que terremotos de grandes magnitudes sejam sentidos a longas distâncias do seu epicentro. O sismólogo Bruno Collaço afirmou que, embora o evento tenha causado susto, não há expectativas de danos nas cidades brasileiras localizadas a essa distância, o que traz um alívio para as comunidades afetadas.
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