As ações da Puma SE (ETR:PUMG) subiram mais de 5% nesta quarta-feira após o BofA Securities elevar a recomendação da empresa de “underperform” para “neutra” e aumentar o preço-alvo de €14 para €23. O banco citou menor risco nas estimativas financeiras e premissas de avaliação mais sólidas como principais fatores para a revisão.
Segundo o BofA, as projeções de lucro para 2025 estão agora mais alinhadas com o consenso do mercado. Antes do anúncio, as ações eram negociadas a €20,80, o que representa potencial de alta de cerca de 10%.
O banco também reduziu o custo médio ponderado de capital (CMPC) de 13% para 10% e o desconto de avaliação da Puma frente aos concorrentes de 50% para 25%. Mesmo assim, as ações seguem com múltiplos baixos, negociadas a 0,8 vez as vendas, contra 1 a 3 vezes em marcas como adidas e Nike.
O BofA prevê uma queda de 7% nas receitas do trimestre, ampliada para 12% com impacto cambial negativo, e uma redução de 10% nas vendas de 2025, em linha com a orientação da empresa. A margem bruta deve cair para 45%, o menor nível em mais de uma década, pressionada por tarifas, depreciação de estoque e custos de reestruturação.
A corretora estima um prejuízo operacional de €10 milhões no terceiro trimestre e um prejuízo líquido anual de €650 milhões, acima do consenso de mercado (€476 milhões).
A liquidez permanece estável, com €663,8 milhões em crédito não utilizado e dívida líquida projetada em €1,2 bilhão até o fim do ano. O valor patrimonial médio estimado é de cerca de €5 bilhões.
O BofA destacou que o novo CEO da Puma deve priorizar a estabilização da marca e a eficiência do varejo, deixando o reposicionamento premium para um segundo momento.
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